- El Fasher, capital do Darfur do Norte, foi tomada pela Forças de Apoio Rápido (RSF) no final de outubro, após mais de quinhentos dias de cerco.
- O conflito entre RSF e o Exército sudanês gerou massacres e violência contra civis; estima-se que haja mais de dois mil mortos desde a captura da cidade.
- Relatos indicam ataques armados e violência sexual contra mulheres e meninas; as comunicações na região estão severamente interrompidas, dificultando a verificação de números.
- Dados da Organização das Nações Unidas apontam que cerca de quinhentos cidadãos morreram no Hospital Materno Saudita de El Fasher.
- Organizações de direitos humanos, como Avaaz, classificam o episódio como genocídio; a consultora Shahna Lewis afirmou que as atrocidades são entre as mais previsíveis do mundo, e imagens de satélite teriam mostrado sangue na região.
A cidade de El Fasher, capital do Darfur do Norte, foi tomada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) no final de outubro, após mais de 500 dias sob cerco. O conflito, que envolve a RSF e o exército sudanês, resultou em massacres e violências extremas contra a população civil. Estima-se que o número de mortos ultrapasse 2.000 desde a captura da cidade.
Relatos indicam que a cidade enfrentou uma série de abusos, incluindo ataques armados e violência sexual, especialmente contra mulheres e meninas. As comunicações na região estão severamente comprometidas, o que dificulta a verificação dos números exatos de vítimas. No entanto, dados da ONU apontam que cerca de 500 pessoas foram mortas apenas no Hospital Materno Saudita de El Fasher.
Genocídio em El Fasher
Organizações de direitos humanos, como a Avaaz, caracterizam a situação em El Fasher como um genocídio. A consultora da ONG, Shahna Lewis, afirmou que as atrocidades cometidas pela RSF são as mais previsíveis do mundo. Em uma semana, a RSF teria executado um número tão elevado de civis que a paisagem da cidade se alterou drasticamente. Imagens de satélite mostram evidências de sangue espalhado pelo solo, reforçando a gravidade da situação.
A situação humanitária em El Fasher é crítica. A falta de acesso a informações e a interrupção das comunicações dificultam a resposta a essa crise. Observadores internacionais alertam para a necessidade urgente de intervenção para proteger os civis e restaurar a ordem na região, que se tornou um dos maiores focos de violência no mundo atual.
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