- No dia treze de novembro de 2015, grupo da BAC 75N, brigada anticrime noturna de Paris, foi chamado para atuar na sala Bataclan durante ataque que causou noventa mortes.
- Michel Caboshe, um dos primeiros a entrar, relatou pressão e urgência da situação, mesmo sem autorização oficial para agir.
- Durante a incursão houve caos, com terroristas e feridos; Caboshe enviou uma mensagem de despedida à família antes de entrar, e a equipe se organizou rapidamente em grupos para tentar salvar vidas.
- A operação se desenrolou em fases, começando pela evacuação e culminando na neutralização de um terrorista por Guillaume Cardy, que hoje lidera a RAID; Caboshe deixou a polícia e abriu uma empresa de segurança, questionando se as decisões tomadas foram as corretas.
- Em cerimônia de homenagem, nomes das noventa vítimas foram lidos diante de mais de mil pessoas; Caboshe destacou que fez o melhor que pôde e citou que o tempo ajudou a curar feridas, ressaltando a importância de apoio psicológico, que inicialmente recusou.
No dia 13 de novembro de 2015, um grupo de policiais da BAC 75N, a brigada anticrime noturna de Paris, foi chamado para atuar na sala Bataclan, em meio a um ataque terrorista que resultou em 90 mortes. Michel Caboshe, um dos primeiros a entrar no local, relatou a pressão e a urgência da situação, mesmo sem autorização oficial para agir.
Durante a incursão, Caboshe e sua equipe enfrentaram um ambiente caótico, com a presença de terroristas e feridos. “Nos fomos a Bataclan sem pensá-lo”, disse Caboshe, que enviou uma mensagem de despedida à família antes de entrar. A equipe, sem saber quantos atacantes estavam presentes, se organizou rapidamente em grupos para tentar salvar vidas.
Decisões Difíceis
A operação se desenrolou em várias fases, começando com a evacuação de vítimas e culminando na neutralização de um dos terroristas por Guillaume Cardy, que agora lidera a RAID, a unidade de elite da polícia nacional. Caboshe, por sua vez, deixou a polícia e atualmente possui uma empresa de segurança. Ele refletiu sobre as decisões tomadas naquela noite, questionando se foram as corretas. “Ainda me pergunto: as que fiz foram as boas?”
Em uma cerimônia de homenagem realizada recentemente, os nomes das 90 vítimas foram lidos diante de mais de mil pessoas, incluindo sobreviventes e familiares. A cerimônia proporcionou um momento de reconexão entre os policiais e as famílias, que reconheceram o esforço dos agentes. Caboshe comentou que, embora tenha dúvidas operacionais, “fizemos o melhor que pudemos”.
O evento não apenas recordou a tragédia, mas também destacou o impacto emocional duradouro sobre os envolvidos na resposta ao ataque. “O tempo serviu para curar feridas”, concluiu Caboshe, refletindo sobre a importância de apoio psicológico, que ele inicialmente recusou.
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