- A Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução que endossa o plano de paz proposto por Donald Trump para Gaza, com 13 votos a favor e abstenções de China e Rússia, incluindo a criação de uma força de estabilização internacional e a possibilidade de um Estado palestino.
- O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que a resolução traça “um novo curso no Oriente Médio” para israelenses e palestinos, contando com apoio de países árabes e islâmicos para manter os pacificadores.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou sua oposição à criação de um Estado palestino, o que levanta dúvidas sobre a implementação das propostas da ONU.
- A resolução pretende facilitar assistência humanitária e reconstrução em Gaza, mantendo a ideia de autodeterminação palestina; James Kariuki, representante do Reino Unido, ressaltou respeito à soberania palestina, e Amar Bendjama, embaixador da Argélia, disse que o texto avança rumo à soberania palestina, apesar da linguagem vaga.
- A proposta prevê um comitê tecnocrático para gerir Gaza e a entrega de serviços, mas há pouca clareza sobre participação e sobre quem enviaria tropas à força de estabilização internacional; o compromisso permanece incerto, em meio ao agravamento do conflito que já deixou cerca de 71 mil palestinos mortos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que endossa o plano de paz proposto por Donald Trump para Gaza, com 13 votos a favor e abstenções de China e Rússia. A proposta inclui a criação de uma força de estabilização internacional e menciona a possibilidade de um Estado Palestino, um ponto de discórdia nas negociações anteriores.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, destacou que a resolução traça “um novo curso no Oriente Médio” para israelenses e palestinos. A inclusão do Estado Palestino foi um compromisso para garantir apoio do mundo árabe e islâmico, que deverá fornecer os pacificadores para a nova força. Contudo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou sua oposição à criação de um Estado Palestino, levantando dúvidas sobre a implementação das propostas da ONU.
Detalhes da Resolução
A resolução visa facilitar a assistência humanitária em Gaza e a reconstrução da região, além de abrir um caminho para a autodeterminação palestina. James Kariuki, representante do Reino Unido, afirmou que as medidas devem respeitar a soberania palestina e o direito à autodeterminação. Amar Bendjama, embaixador da Argélia, declarou que a resolução é um passo em direção à soberania palestina, embora a linguagem utilizada seja vaga e condicional.
A proposta de criação de um comitê tecnocrático palestino para gerir Gaza e a entrega de serviços ainda carece de clareza sobre quem participará. A força de estabilização internacional terá a tarefa de desarmar grupos armados, como o Hamas, mas a disposição dos países em enviar tropas permanece indefinida.
Essa resolução representa um esforço raro da ONU para abordar a situação em Gaza, após anos de impasse diplomático que resultaram na morte de mais de 71 mil palestinos. A falta de um compromisso firme em relação à criação de um Estado palestino pode dificultar o progresso nas negociações futuras.
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