- O pregador de rua cristão Shaun O’Sullivan, 36 anos, foi absolvido pelo júri do Tribunal da Coroa de Swindon das acusações de assédio intencional com agravante religiosa por supostos insultos anti‑muçulmanos em 15 de setembro de 2024.
- O veredito saiu após seis dias de julgamento; não houve provas sonoras ou vídeos consistentes e as imagens de circuito interno mostraram apenas interação breve.
- A denúncia foi registrada como crime de ódio após ligação ao serviço de emergência, mas os relatos apresentaram contradições entre testemunhas.
- A defesa sustentou proteção por liberdade de expressão religiosa e de crença/expressão política; a fala foi apresentada como expressão religiosa, não ataque direcionado.
- O caso ocorre em contexto de tensões regionais ligadas ao conflito Israel-Hamas; há histórico do réu com conversão religiosa e casos similares anteriores arquivados em 2023.
O júri do Tribunal da Coroa de Swindon absolveu Shaun O’Sullivan, pregador de rua cristão de 36 anos, das acusações de assédio intencional com agravante religiosa. O caso ocorreu após uma pregação no centro da cidade em 15 de setembro de 2024. Não houve provas sonoras ou vídeos consistentes, e as testemunhas apresentaram relatos conflitantes.
A acusação afirmava que O’Sullivan dirigiu frases como Nós amamos os judeus, Odiadores de judeus e Amantes da Palestina a uma família muçulmana, que passava pelo local e usava hijab. A denúncia foi registrada como crime de ódio logo após uma ligação ao serviço de emergência, sem evidências adicionais.
Durante o julgamento, a defesa sustentou proteção por liberdades religiosas e de expressão, argumentando que o discurso era de natureza religiosa e política, protegido pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos. O réu teve o histórico citado de conversão religiosa e de atividades de pregação pública, com controvérsias anteriores em 2023.
Contexto
O processo ocorreu em meio a tensões associadas ao conflito Israel-Hamas e a um ambiente de manifestações pró-palestinas na região. Testemunhos apresentaram contradições sobre o uso de microfone e sobre a aparência de O’Sullivan, levando o tribunal a considerar a falta de evidências sólidas.
Desdobramentos
Ao final do júri, O’Sullivan foi considerado inocente. A defesa celebrou a decisão como reconhecimento da proteção de liberdades civis, enquanto críticos destacaram a importância de provas consistentes em acusações de ódio. A diretora do Christian Legal Centre reforçou a leitura de policiamento baseado em percepções, sem provas concretas.
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