- Investigadores concentram ações na residência do chefe de gabinete, Andriy Yermak, como parte da investigação de kickback na energia nuclear.
- As diligências seguem no escritório do presidente Volodymyr Zelenskyy; NABU e SAPO prometem fornecer mais detalhes.
- A apuração baseia‑se em mais de mil horas de conversas gravadas pela NABU, já divulgadas à imprensa.
- Em um trecho divulgado, um suspeito disse que era “penoso” defender usinas contra ataques para evitar desvio de dinheiro.
- Zelenskyy denunciou o esquema; dois ministros foram demitidos anteriormente, e um aliado próximo do presidente, que já fugiu do país, estaria envolvido; os apagões elétricos locais ampliam a controvérsia.
A investigação anticorrupção na Ucrânia aumenta o foco sobre Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelenskyy, em meio a um escândalo de suposto kickback envolvendo energia nuclear. A ação envolve buscas na residência do interlocutor principal do governo, além de ações contínuas no escritório presidencial. As apurações são desenvolvidas pela NABU e pelo SAPO, com o objetivo de esclarecer o esquema e as ligações com figuras de alto escalão.
Segundo as autoridades, as diligências em Kaiv, capital do país, visam documentos e registros ligados a contratos de energia. A investigação foi alimentada por dezenas de milhares de horas de gravações secretas, capturadas pela NABU, que apontam a existência de recursos desviados ligados à defesa de ativos energéticos. Zelenskyy já havia condenado o esquema e pedido apurações firmes.
Progresso da investigação
Até o momento, a operação também envolve ações no escritório do presidente. A Procuradoria Anticorrupção informou que continuará a divulgar detalhes à medida que houver novos elementos. Um aliado próximo de Zelenskyy, que já deixou o país, é apontado como participação no esquema, segundo fontes oficiais.
A controvérsia ocorre em meio a interrupções frequentes no fornecimento de energia, em razão de ataques a infraestruturas russos. Dois ministros chegaram a ser afastados neste mês, e perguntas sobre o conhecimento de figuras seniores aumentam a pressão sobre o governo enquanto as investigações avançam.
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