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Mortes de indígenas em custódia atingem nível mais alto desde 1980

Relatório aponta 113 mortes em custódia em 2024-2025, sendo 33 povos indígenas; maior registro desde 1980, com famílias denunciando políticas racistas persistentes

The national deaths in custody report by the Australian Institute of Criminology showed there were 33 First Nations deaths in custody recorded in 2024-2025.
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  • Em 2024–2025 houve 113 mortes em custódia no país, incluindo 33 pessoas indígenas; é o maior número desde o início do monitoramento, em 1979–1980, e aponta aumento contínuo desde 1980.
  • Ao todo, desde a Royal Commission de 1991, já são 600 mortes de povos indígenas em custódia até 30 de junho deste ano; o painel em tempo real registra 617 mortes desde então.
  • Do total de mortes em custódia entre indígenas, 90 ocorreram em prisões, 22 em custódia policial e 1 em uma instituição de defesa juvenil; 29% das mortes em prisões foram de pessoas indígenas.
  • Entre os óbitos com causa conhecida, 53% foram por autolesão; entre quem estava em prisão preventiva (remand), esse percentual sobe para 75% em casos com desfecho conhecido.
  • Familiares e líderes indígenas criticam a falta de mudanças e apontam racismo policial e falhas sistêmicas como fatores persistentes, reforçando pedidos por políticas mais eficazes e proteção a comunidades.

Em 2024-2025, o Brasil autoral não, é Australia. O país registrou 113 mortes em custódia, sendo 33 de povos First Nations, o maior total desde o início do monitoramento nacional em 1979-1980. No total, desde a Royal Commission de 1991, são 600 óbitos até 30 de junho de 2024, com 397 em custódia prisional, 6 em youth detention e 197 em custódia policial. O painel de dados em tempo real aponta 617 mortes desde a Royal Commission até agora.

Famílias de vítimas destacam a persistência de políticas e práticas racistas. A viúva de Wayne Ugle, falecido em novembro de 2023 na Hakea Prison, em Perth, afirma que nada mudou para os povos indígenas. Relatos de comunidades indicam constância de mortes em custódia, mesmo com mobilizações públicas e petições por mudanças.

A instituição Australian Institute of Criminology (AIC) divulgou o relatório, que também aponta que 29% das mortes em custódia prisional ocorreram entre indígenas, o maior índice desde 2002-2003. Entre os falecidos em prisões, 58% eram condenados e 42% estavam em prisão preventiva; 53% das causas conhecidas foram por autoagressão. O governo federal já reconheceu que mortes em celas com pontos de enforcamento são inaceitáveis.

Reações e perspectivas

Lideranças de organizações indígenas destacam que muitas mortes seriam evitáveis com políticas de suporte adequadas e supervisão culturalmente orientada. AExecutiva Nerita Waight, da Victorian Aboriginal Legal Service, afirma que o sistema policial e prisional continua falhando famílias e comunidades. Megan Krakouer, ativista Noongar, aponta falhas de governos em prover serviços adequados e supervisão.

Para as famílias, os números refletem uma tendência de longo prazo. Natasha Ugle, cuja parceria faleceu, relata o peso emocional de novas mortes em custódia e a sensação de que as vozes de comunidades não são ouvidas. A reportagem reforça a necessidade de medidas efetivas para reduzir o volume de óbitos e melhorar as condições de custódia.

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