- Maksim, militar ucraniano, ficou desaparecido após missão de suprimentos no front leste em 24 de setembro; evacuação culminou em 27 de outubro, com ele gravemente ferido e a perna direita amputada.
- O veículo terrestre blindado Maul, equipado com cápsula de proteção, percorreu 64 quilômetros em quase seis horas, enfrentando minas e drones inimigos.
- A operação de resgate, batizada de Gver, envolveu veículos terrestres não tripulados e drones, superando repetidos atrasos e ataques russos até o sucesso final.
- O presidente Volodímir Zelenski condecorou os militares envolvidos; Olena, esposa de Maksim, reencontrou-o no hospital de Kiev.
- Olena, de 39 anos, e Maksim, de 33, viveram cinco semanas de incerteza e resiliência, com apoio de colegas que forneceram provisões durante o trajeto de resgate.
Após cinco semanas de busca e esforço logístico, Maksim, oficial do exército ucraniano, foi resgatado com vida na evacuação liderada pela operação Gver. O feito ocorreu no dia 27 de outubro, após o desaparecimento dele em 24 de setembro durante uma missão de suprimentos na região leste de Donetsk. Olena, esposa dele, acompanhou os desdobramentos a distância.
O resgate foi conduzido por um veículo terrestre blindado Maul, fabricado na Ucrânia, equipado com uma cápsula de proteção. O semicírculo de apoio percorreu 64 km em quase seis horas, enfrentando minas e ataques de drones inimigos. O resgate só foi concluído depois da retirada de Maksim para o interior do veículo protegido.
Na operação, Maksim recebeu atendimento médico durante o trajeto e foi encaminhado a um hospital de Kiev, onde teve a perna direita amputada. O militar foi condecorado pelo presidente Volodímir Zelenski, que elogiou a atuação das tropas envolvidas. Olena reencontrou o marido no hospital.
Conforme o relato de Maksim, a evacuação ocorreu em uma área sob controle inimigo, com comunicações mantidas por rádio entre o grupo e o comando. O veículo Maul suportou explosões de minas e ataques de drones, mantendo o objetivo de chegar ao soldado ferido. A cápsula protetora foi apontada como crucial para a sobrevivência.
Antes do resgate final, houve semanas de carência de itens básicos, como água e analgésicos, em meio a um cenário de difícil acesso. Segundo o casal, a ajuda de um soldado que cuidou de Maksim durante esse período foi decisiva para a sobrevivência do policial, ainda ativo no front.
Olena, de 39 anos, relatou ao projeto de cobertura que manteve contato diário com Maksim, que já havia servido em outras regiões do front. Eles se conheceram em 2018, casaram-se em 2021 e, diante da invasão, mudaram-se temporariamente para Odessa antes de Maksim retornar ao leste em 2024.
Operação Gver e desdobramentos
A operação, iniciada pelo Primeiro Batallón Médico, visava resgatar Maksim após várias tentativas frustradas com drones terrestres e aéreos. A cada tentativa, o veículo era alvo de ataques, resultando na perda de quatro drones. A sétima tentativa, com o Maul de rodas e motor a gasolina, atingiu o objetivo.
O resgate é visto pelas autoridades como exemplo de evacuação de feridos em combate, ou Casevac, com uso de tecnologia nacional para permanecer vivo até a chegada a uma unidade médica. O episódio elevou o moral das forças ucranianas e destacou o papel de veículos terrestres não tripulados na logística de combate.
Entre na conversa da comunidade