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Senado do México aprova aumento de tarifas para China, Brasil e outros países

Senado aprova tarifas para 1.463 códigos, incluindo China e Brasil; entrada em vigor em 1º de janeiro de 2026, com pressões dos EUA sobre o T-MEC

Claudia Sheinbaum, presidenta do México, argumenta que aumento de tarifas contra diversos países visa fortalecer a indústria nacional. Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP
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  • O Senado mexicano aprovou o aumento de tarifas de importação para 1.463 códigos, incluindo China e Brasil, encerrando o processo no Congresso com 76 votos a favor e cinco contra; a Câmara já tinha aprovado na véspera.
  • As tarifas devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026 e atingem setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados, com tarifas majoritariamente entre vinte e trinta e cinco por cento.
  • Austeridade processual foi criticada por parte da oposição, que aponta risco de inflação e questiona o ritmo da aprovação.
  • A China ameaçou retaliação e o governo mexicano propôs a criação de um grupo de trabalho com Pequim; os Estados Unidos pressionam pela renegociação do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC).
  • O objetivo oficial, segundo o governo, é fortalecer a indústria nacional, reduzir a dependência de importações e ampliar o conteúdo local.

O Senado mexicano aprovou a elevação das tarifas de importação sobre 1.463 códigos, incluindo China e Brasil, encerrando o ciclo legislativo do projeto. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue para publicação e entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. O objetivo é fortalecer a indústria mexicana, ampliar conteúdo nacional e reduzir dependência de importações.

A votação ocorreu em sessão que levou a noite, com 76 votos a favor e cinco contrários. Outros países afetados incluem Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan. As tarifas ficaram majoritariamente entre 20% e 35%, com alguns casos mantendo a taxa original.

Foi apontada pressa no processo como motivo de críticas, acrescida da preocupação com impactos inflacionários. Alegações de que o governo cedeu à pressão dos EUA também foram apresentadas por opositores. O governo afirma que a reforma busca fortalecer o setor produtivo e gerar empregos.

Detalhes da medida

A lista afeta setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados. A proposta inicial previa tarifas de até 50%, mas a maioria foi ajustada para 20% ou 35%. Abstenções de 35 senadores foram citadas como reflexo de avaliação incompleta.

Contexto internacional

A China avaliou retaliação caso haja coerção às exportações. O governo mexicano propôs a criação de um grupo de trabalho com Pequim para discutir o tema. Nos EUA, há pressão para renegociação do T-MEC, com o tema influenciando o debate político e comercial entre os dois países.

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