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Governo Trump sanciona familiares de Maduro e amplia crise com Venezuela

Novas sanções atingem três sobrinhos de Maduro e seis empresas de navegação, com apreensão de navio-petroleiro e escolta até porto dos EUA, elevando tensões e risco de conflito

Governo Trump escala a crise com a Venezuela ao sancionar sobrinhos de Maduro e apreender um navio carregado de petróleo. Fotos: Federico PARRA / AFP e ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • Novas sanções dos Estados Unidos atingem três sobrinhos de Cilia Flores e seis empresas ligadas ao transporte de petróleo venezuelano.
  • O Tesouro dos EUA afirma que dois dos sobrinhos são traficantes de drogas que atuam na Venezuela.
  • Washington assumiu o controle de um petroleiro venezuelano e o levará a um porto dos EUA, em operação que incluiu desembarque de helicópteros.
  • A embarcação transportava entre 1,1 milhão e 1,9 milhão de barris de petróleo, conforme fontes diferentes.
  • Maduro chamou a ação de pirataria naval; a situação gerou preocupação internacional, com apoio de aliados e alerta da ONU.

Estados Unidos anunciam novas sanções contra três familiares de Nicolás Maduro e contra seis empresas ligadas ao transporte de petróleo venezuelano. A medida amplia a pressão sobre o governo venezuelano e amplia o diálogo sobre narcotráfico e financiamento do regime.

A operação envolveu a apreensão de um petroleiro venezuelano pela fiscalização norte-americana, com o navio conduzido até um porto dos Estados Unidos. Equipes da marinha realizaram a abordagem, com uso de helicópteros para descer ao casco da embarcação.

À frente das sanções, o Tesouro dos EUA informou que dois dos sobrinhos de Cilia Flores atuavam no tráfico de drogas na Venezuela, segundo o órgão. O anúncio ressalta a ligação entre políticas de drogas e sanções contra familiares próximos a Maduro.

O Petroleiro apreendido transportava uma quantidade expressiva de petróleo, cuja estimativa varia entre 1,1 e 1,9 milhão de barris conforme fontes oficiais. A embarcação, antes identificada por nomes diferentes, passa por processo de confisco e encaminhamento.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA descreveu a operação como essencial para frear o que classifica como aporte de drogas ao território americano. A ação foi acompanhada de um processo de confisco, com participação direta do FBI.

Maduro reagiu, classificando o ato como pirataria naval criminosa e acusando o governo americano de sequestrar tripulantes e roubar o navio. O Chávez presidente também manteve contato telefônico com Putin, que reiterou apoio à Venezuela.

A comunidade internacional manifestou preocupação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu cautela em relação à apreensão. Do lado venezuelano, o governo externou solidariedade a aliados e manteve a leitura de ataque contra o regime.

María Corina Machado, oposicionista venezuelana, chegou a Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz e expressou apoio ao governo dos EUA no enfrentamento a Maduro. A oposição também destacou a cooperação internacional para acompanhar o caso.

O petroleiro de relaciones com o Irã e com o Hezbollah havia sido identificado pelo Tesouro em 2022. A apreensão ocorreu em meio a tensões já elevadas entre Caracas e Washington, com histórico de sanções e acusações de narcotráfico.

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