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Ucrânia abre mão de ambições de entrar na OTAN, diz Zelensky

Ucrânia topa abandonar a adesão à OTAN em troca de garantias de segurança ocidentais, em negociações em Berlim com representantes dos EUA e da Europa

Volodymyr Zelenskyy has described the concession on Nato as a compromise.
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  • Zelenskyy afirmou que a Ucrânia está disposta a abandonar a adesão à OTAN em troca de garantias de segurança ocidentais, enquanto seguia para Berlim para reuniões com Steve Witkoff e Jared Kushner.
  • A chanceler alemã, Angela Merkel, recebe as partes para negociações; há um plano de vinte pontos com foco em cessar-fogo e apoio financeiro europeu e americano, sem negociações diretas com Moscou.
  • A Rússia exige neutralidade da Ucrânia e retirada de tropas de Donbás, além de garantias por escrito de não expansão da OTAN.
  • Zelenskyy afirmou que as garantias seriam legais e vinculantes, envolvendo os Estados Unidos, a Europa, Canadá e Japão, para evitar nova invasão russa; não houve contatos diretos com Moscou.
  • Os líderes europeus veem o momento como decisivo para o futuro da Ucrânia, com potenciais medidas de financiamento usando ativos do banco central russo congelados para sustentar orçamento militar e civil.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, declarou estar disposto a abandonar a adesão à OTAN em troca de garantias de segurança ocidentais. A afirmação foi feita durante a viagem a Berlim, antes de encontros com representantes dos EUA e da Alemanha. A posição marca uma mudança estratégica para Kyiv, que antes mantinha a candidatura na constituição.

Zelenskyy reuniu-se com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados dos EUA, em Berlim. O encontro ocorre em meio a gestões europeias para encerrar o conflito com a Rússia e evitar novas escaladas. A pauta incluiu garantias de segurança e apoio financeiro para a Ucrânia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, recebe as partes para negociações com o objetivo de avançar um cessar-fogo e um acordo financeiro. O andamento conta com apoio europeu e americano, sem negociações diretas com Moscou. O objetivo é estabilizar a região e manter Kyiv na arena ocidental.

Negociações em Berlim

O governo ucraniano apresentou uma proposta de 20 pontos para um cessar-fogo, financiado com ativos russos congelados. Zelenskyy afirmou que o objetivo é evitar nova invasão russa e garantir garantias legais de países como EUA, Canadá e Japão.

Autoridades europeias descrevem o momento como crucial para o futuro da Ucrânia. O apoio financeiro combina com a busca por segurança coletiva, sem abrir caminho para a adesão imediata à OTAN. Kyiv mantém posição de não ceder território.

Contexto e desdobramentos

A Rússia exige neutralidade de Kyiv e retirada de aproximadamente 10% do Donbas sob controle ucraniano. Moscou também pleiteia que a Ucrânia não integre a OTAN e que nenhum contingente militar ocidental fique no país. O governo russo pediu garantias por escrito contra a expansão da aliança no leste europeu.

Segundo fontes, Putin busca um compromisso escrito de não expansão da OTAN por potências ocidentais. Zelenskyy reforçou que a Ucrânia busca garantias legais que assegurem a prevenção de novos ataques. O conflito permanece sem conclusão anunciada até o momento.

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