- Radar de longo alcance AN/TPS-80 G/ATOR instalado no aeroporto de Tobago, com cerca de 100 marines no país.
- O governo de Trinidad e Tobago diz que o radar é para combater crime local e que o país não será usado como base para ataques a outros países.
- Anúncio de abertura de acessos aéreos aos Estados Unidos nas próximas semanas para fins logísticos e rotação de pessoal.
- Críticos alertam que o país pode ficar envolvido na campanha de pressão dos EUA contra Nicolás Maduro.
- O Caribe fica a poucos quilômetros da Venezuela; já houve presença de navios de guerra norte-americanos na região.
O governo de Trinidad e Tobago informou que, nas próximas semanas, permitirá o acesso de parte da infraestrutura aérea dos EUA a seus aeroportos. A medida acontece em meio a tensões entre Washington e Caracas.
A cidade de Tobago sediou a instalação de um radar de longo alcance. O equipamento em questão é o AN/TPS-80 G/ATOR, utilizado para vigilância aérea e defesa. Autoridades locais não detalharam operações específicas.
Além do radar, o governo informou a presença de cerca de 100 marines no país. A oposição e analistas veem riscos de o território ser Arrastado pela campanha de pressão dos EUA contra Nicolás Maduro.
Desdobramentos e contexto
A assessoria de Relações Exteriores de Trinidad e Tobago afirmou que os acessos aéreos serviriam a atividades logísticas, reposição de suprimentos e rotação de pessoal. Não houve esclarecimentos adicionais sobre as operações.
O premiê Kamla Persad-Bissessar elogiou ações militares recentes dos EUA contra supostos barcos de drogas na região. Em outubro, um navio de guerra americano atracou em Port of Spain, aumentando o escrutínio sobre a legalidade das ações.
Em relação à geografia, Trinidad e Tobago têm dois aeroportos principais: Piarco, em Trinidad, e ANR Robinson, em Tobago, a cerca de sete milhas de distância da Venezuela. A proximidade alimenta o debate sobre envolvimento regional.
O discurso do governo ressalta que o radar não terá finalidade de ataque a outros países. Críticos, porém, destacam o risco de escalada na pressão americana contra Maduro e a possível participação logística em operações regionais.
No âmbito diplomático, autoridades de Trinidad e Tobago não apresentaram detalhes sobre o alcance das novas permissões nem sobre o impacto jurídico das facilidades. A situação já motivou consultas com outros parceiros da região.
Em outubro, a presença de um destróier americano em Trinidad ocorreu em meio a ações de alto nível do governo norte-americano contra alvos venezuelanos, fontes oficiais indicaram. Diversos legisladores questionaram a legalidade do uso de forças.
Essa combinação de radar, marines e acesso aéreo sinaliza uma mudança emergente no papel regional do país frente à pressão norte-americana e aos desdobramentos na relação com a Venezuela.
Entre na conversa da comunidade