- Em Berlim, EUA, Ucrânia e líderes europeus discutiram garantias de segurança para um possível acordo de paz com a Rússia.
- Uma declaração conjunta, assinada por países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e outros, destacou garantias de segurança e apoio à recuperação econômica de Ukraine no contexto de um fim da guerra.
- Kyiv quer tropas dos EUA como “tripwire”; alternativa seriam tropas de países da OTAN no terreno para ajudar na defesa, conforme o texto compartilhado pelos europeus.
- Os estrategistas analisaram possíveis zonas econômicas nos territórios ocupados pela Rússia, tentado encontrar caminhos para o acordo sem ceder soberania ucraniana.
- A avaliação interna indica que há cerca de 90% do caminho percorrido para um acordo, mas questões difíceis, como o que fazer com o território ocupado, permanecem sem resposta.
Após encontros em Berlim entre representantes dos EUA, da Ucrânia e líderes europeus, as negociações sobre um acordo de paz com a Rússia seguem em andamento, com avanços limitados e questões cruciais ainda sem solução.
Os protagonistas do encontro discutiram garantias de segurança que poderiam acompanhar um eventual acordo de paz. O objetivo é definir instrumentos que impeçam nova agressão e ofereçam suporte econômico a Kyiv. O grupo europeu divulgou uma declaração conjunta com itens considerados centrais pelas partes.
Entre os signatários da declaração, estavam líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e mais oito países europeus. Eles afirmaram que o pacote de garantias deveria incluir proteção robusta a Ucraina e medidas de reconstrução, em contexto de fim do conflito.
A delegação norte-americana foi coordenada por Steve Witkoff, com a participação de Jared Kushner, assessor próximo ao ex-presidente. Segundo informações oficiais, a abordagem é de “dinâmica de shuttle diplomacy” — ida e volta entre as partes — para avançar posições.
Ainda não está claro se a Rússia aceitará o conjunto de garantias proposto. Moscou já sinalizou resistência a tropas da Otan atuando diretamente em território ucraniano, o que permanece como linha vermelha para o Kremlin.
Um foco dos encontros foi o futuro do território ocupado pela Rússia. Conversas indicaram a ideia de transformar áreas sob ocupação em zonas econômicas especiais, mas Kyiv não sinalizou disposição para ceder soberania, o que dificulta um acordo.
Segundo fontes próximas às negociações, Washington considera estar próximo de um acordo em termos de garantias, mas reconhece que as questões mais difíceis continuam sem resolução. Não houve confirmação de data para assinatura ou cessar-fogo definitivo.
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