- O tribunal de Paris rejeitou a suspensão do site da Shein na França, após o governo solicitar o bloqueio por três meses.
- A decisão considerou a medida desproporcional, reconhecendo que a empresa retirou os produtos ilícitos da plataforma.
- O governo francês informou que vai recorrer da decisão nos próximos dias, mantendo a possibilidade de reabrir com medidas de controle.
- A reabertura só ocorreria se a Shein aplicar verificação de idade para conteúdos sexuais, conforme instrução do tribunal.
- A Justiça reconheceu grave risco à ordem pública, mas definiu a venda dos itens como ocorrência pontual, condicionando a retomada à adoção de medidas preventivas.
O tribunal de Paris rejeitou nesta sexta-feira a tentativa do Estado francês de suspender o site da Shein na França. A decisão manteve a plataforma operando, após autoridades terem identificado anúncios de armas, medicamentos proibidos e bonecas sexuais com aparência infantil.
As autoridades alegaram desproporcionalidade na suspensão, principalmente porque a Shein já havia retirado os produtos listados. O governo afirmou que vai recorrer da decisão nos próximos dias, em defesa de medidas mais restritivas para conteúdos sensíveis.
Mesmo com a negativa à suspensão, o tribunal determinou que a Shein não retome a venda de conteúdos sexuais que possam ser considerados pornográficos sem verificação de idade. A decisão reconheceu um grave prejuízo à ordem pública, mas destacou que as infrações teriam sido pontuais. A plataforma poderá reabrir sob as novas restrições.
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