- Mali e Burkina Faso anunciaram a proibição de entrada de cidadãos dos Estados Unidos em retaliação às restrições de viagem impostas pelo governo americano.
- Os anúncios foram feitos em declarações separadas pelos ministros das Relações Exteriores de cada país, com efeito imediato.
- As medidas seguem o princípio de reciprocidade, aplicando às cidadãos norte‑americanos as mesmas regras que são impostas aos malienses e burquinenses para entrar nos EUA.
- O governo norte‑americano expandiu, recentemente, o banimento de vistos para países com governos militares em domínio, citando ataques de grupos armados e a necessidade de fortalecer controles de imigração.
- Mali e Burkina Faso enfrentam violência de grupos armados e governam por juntas militares, buscando controlar a situação de segurança na região.
Mali e Burkina Faso anunciaram a proibição de entrada de cidadãos norte-americanos em seus territórios, em retaliação à decisão dos EUA de restringir vistos a Malianos e Burquinenses. As informações foram divulgadas nesta terça-feira por seus ministros das Relações Exteriores.
Ambas as declarações, divulgadas de forma separada, citam reciprocidade como base legal e justificativa. Os governos afirmaram que aplicarão as mesmas condições aos cidadãos dos EUA já adotadas contra seus povos.
A medida ocorre em meio a relações tensas entre as juntas militares da África Ocidental e Washington, com sanções de viagem já em vigor contra países apoiados por os EUA. Mali e Burkina Faso têm lutado para conter grupos armados em seus territórios.
Medida de reciprocidade
Em Mapas diplomáticos, o Ministério das Relações Exteriores do Mali ressaltou que a decisão vale de imediato e segue o princípio da reciprocidade. O país já havia introduzido restrições aos viajantes de nações com regimes semelhantes.
Burkina Faso, por meio de seu chanceler, reiterou condições equivalentes para cidadãos dos EUA, citando risco e transparência na avaliação de entrada de estrangeiros. As declarações não detalharam prazos além do imediato.
O governo americano afirmou que a violência persistente de grupos armados influencia as políticas de viagem. A medida dos EUA, anunciada recentemente, expandiu restrições a vários países africanos, incluindo Mali e Burkina Faso, após incidentes em Washington, conforme autoridades.
As juntas militares na região apontam insegurança e operações contra grupos armados como motivações para as ações de segurança interna. A situação é apresentada como parte de uma estratégia de combate à violência e ao extremismo.
As informações são provenientes de comunicados oficiais e coberturas da Associated Press, sem divulgação de contatos adicionais ou links externos.
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