- Maduro estendeu um convite ao presidente dos EUA, Donald Trump, para conversarem seriamente sobre combate ao tráfico de drogas e acesso de empresas americanas ao petróleo venezuelano.
- O presidente venezuelano afirmou que a Venezuela é “país irmão” dos Estados Unidos e governo amigo.
- As declarações foram feitas em entrevista gravada na véspera de Ano Novo e exibida pela televisão estatal no dia 1º de janeiro.
- O tom mais conciliador ocorre após recente escalada de tensões, com forte mobilização militar norte-americana na região.
- Maduro afirmou que, se houver acordo, está aberto a investimentos dos EUA, citando a Chevron como exemplo.
Venezuela e Estados Unidos. O presidente Nicolas Maduro lançou uma oferta de diálogo direto com o governo americano, propondo conversas sérias sobre o combate ao narcotráfico e oferecendo acesso à produção de petróleo venezuelano para empresas dos EUA. A mensagem aparece em entrevista gravada na véspera de Ano Novo e veiculada no dia 1º de janeiro pela televisão estatal venezuelana.
Maduro descreveu a Venezuela como um país irmão e governo amigo dos Estados Unidos, ressaltando que, na última conversa com o atual presidente americano, houve reconhecimento de sua autoridade ao chamá-lo de senhor presidente. O tom mais conciliatório marca uma mudança em relação aos últimos meses.
A entrevista foi gravada em uma zona militarizada de Caracas e teve Maduro ao volante de um carro com a jornalista no banco dianteiro e a esposa, Cilia Flores, no assento de trás, gesto visto por analistas como tentativa de projetar confiança em meio a tensões com Washington e a recente fase de mobilizações militares americanas no Caribe.
O pedido de diálogo ocorre em meio a críticas de Washington a Maduro, que é acusado de manter vínculos com o crime organizado. Caracas nega ligações com atividades ilícitas e vê a presença de tropas americanas como tentativa de derrubá-lo para controlar grandes reservas de petróleo e minerais.
Entre as propostas apresentadas, Maduro afirmou estar pronto para discutir um acordo de combate ao narcotráfico e citou a disposição de investimentos norte-americanos, incluindo empresas como a Chevron, desde que sejam definidos local e condições de atuação.
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