- O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, disse apoiar uma transição pacífica e democrática de poder na Venezuela após a captura forçada do presidente Nicolás Maduro pelas forças dos EUA, pedindo respeito ao direito internacional.
- Canberra afirmou estar monitorando os desdobramentos e pediu diálogo para manter a estabilidade regional e evitar escaladas, reiterando a preocupação com princípios democráticos, direitos humanos e liberdades.
- Na madrugada de sábado, tropas norte-americanas realizaram uma operação relâmpago em Caracas, capturando Maduro e a esposa e os levando para Nova York, onde devem enfrentar acusações de tráfico de drogas e armas.
- Ainda não está claro quem controla a Venezuela; a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que Maduro continua sendo o presidente, em meio a declarações conflitantes com o governo dos EUA.
- Outros aliados também comentaram o tema: o Reino Unido defendeu a transição de poder; o Canadá disse não reconhecer a legitimidade do regime e pediu respeito ao direito internacional; a ONU deve realizar reunião de emergência do Conselho de Segurança.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou apoiar uma transição pacífica e democrática do poder na Venezuela após a captura forçada de Nicolás Maduro pela força militar dos EUA. O episódio ocorreu nas primeiras horas de sábado, na capital Caracas, e Maduro e sua esposa foram levados para Nova York para enfrentar acusações de tráfico de drogas e armas, segundo a justificativa americana.
Albanese disse que a Austrália acompanha os desdobramentos com cautela, enfatizando a necessidade de respeitar o direito internacional, princípios democráticos e liberdades fundamentais. O governo australiano pediu diálogo e diplomacia para assegurar estabilidade regional e evitar escaladas.
O governo australiano também informou que não há embaixada da Austrália na Venezuela. O site Smartraveller recomenda que cidadãos australianos não viajem ao país, devido à insegurança, violência, instabilidade política e risco de detenção arbitrária. Em caso de necessidade, há contatos de assistência consular de emergência.
Reações internacionais e contexto
Países aliados reagiram de formas distintas. O primeiro-ministro do Reino Unido afirmou apoio a uma transição de poder na Venezuela, reiterando preocupação com a legalidade internacional. O Canadá, por meio da ministra de Relações Exteriores, disse não reconhecer a legitimidade do regime de Maduro e pediu respeito ao direito internacional, destacando a busca por uma sociedade democrática. Um agravante diplomático é a falta de consenso claro sobre a legalidade da ação militar dos EUA, com avaliações divergentes entre governos.
O Conselho de Segurança da ONU previa reunião de emergência para discutir a situação. O desfecho permanece incerto, especialmente quanto ao controle político interno na Venezuela e à continuidade do regime venezuelano. O cenário regional continua a depender de negociações e de compromissos com princípios democráticos.
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