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China não aceita países atuando como juiz do mundo após captura de Maduro

China diz que nenhum país pode atuar como juiz mundial após a prisão de Maduro pelos EUA, defendendo soberania e direito internacional

Chinese Foreign Minister Wang Yi attends ASEAN Post-Ministerial Conference with China at the Kuala Lumpur Convention Centre in Kuala Lumpur, Malaysia, July 10, 2025. REUTERS/Hasnoor Hussain/Pool
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  • O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que Pequim não aceita nenhum país atuar como “julgador mundial” após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
  • Maduro está em um centro de detenção em Nova York, aguardando audiência judicial na segunda-feira por acusações de drogas.
  • Wang afirmou que a soberania e a segurança de todos os países devem ser protegidas pelo direito internacional, sem citar diretamente os EUA.
  • Analistas veem a fala como parte do esforço da China para manter influência diplomática diante de tensões com os EUA e fortalecer sua posição global.
  • A China mantém uma relação econômica com a Venezuela, tendo comprado cerca de 1,6 bilhão de dólares em bens em 2024, com boa parte em petróleo.

O chanceler chinês Wang Yi afirmou que a China não aceita que nenhum país atue como o “polícia do mundo” ou como juiz global após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante encontro com o ministro dos Assuntos Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, em Pequim neste domingo.

Maduro permanece detido em Nova York, com previsão de audiência judicial na segunda-feira sobre acusações de drogas. O episódio ocorreu após imagens do líder venezuelano algemado e vendado divulgadas no fim de semana, provocando a reação internacional.

A China tem mantido relação estratégica de longo prazo com Caracas, oferecendo apoio econômico desde 2017. Em 2024, as importações chinesas totalizaram cerca de 1,6 bilhão de dólares, grande parte em petróleo cru, segundo dados alfandegários.

Contexto das relações sino-venezuelanas

Analistas observam que Pequim busca manter influência diplomática e econômica em mercados estratégicamente importantes, mesmo diante de tensões com Washington. A parceria de quase cinco décadas envolve cooperação energética e investimentos.

Reação chinesa à crise venezuelana

Autoridades chinesas ressaltaram a necessidade de proteção da soberania e da segurança de todos os países conforme o direito internacional. Wang Yi enfatizou que nenhum Estado deve se apresentar como juiz ou polícia do mundo.

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