- A diáspora venezuelana celebrou a deposição do presidente Nicolás Maduro, liderada pelos Estados Unidos, em diferentes partes do mundo.
- Em Santiago, Chile, venezuelanos cantaram e expressaram alívio pela queda do governo; uma moradora afirmou que são livres.
- Desde 2014, cerca de sete milhões e setecentos mil venezuelanos emigraram, equivalentes a 20% da população, segundo a Organização Internacional para Migrantes da ONU.
- A Colômbia recebeu a maior parte da diáspora, com aproximadamente 2,8 milhões, seguida pelo Peru, com cerca de 1,7 milhão, conforme a plataforma R4V.
- Após a celebração inicial, surgem dúvidas sobre o futuro do país, com venezuelanos no exterior avaliando possibilidades de mudanças políticas.
O número de venezuelanos no exterior reagiu com celebração neste sábado após a destituição do presidente Nicolás Maduro, liderada pelos Estados Unidos, encerrando um dos maiores êxodos da região. A notícia repercutiu entre Migrantes venezuelanos que não podiam mais permanecer no país.
Em Santiago, capital do Chile, moradores venezuelanos acenavam bandeiras e cantos marcaram a manhã. Moradores destacaram a sensação de liberdade após anos de crise, com relatos de dias difíceis e a esperança em um país mais estável.
Dados da emigração mostram que, desde 2014, cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país, equivalente a 20% da população, em busca de alimento ou oportunidades. Países vizinhos receberam maior parte dos refugiados, especialmente Colômbia e Peru.
Mudança de cenário e incertezas
A avalancha de alegria inicial deu espaço a dúvidas sobre o futuro da Venezuela, com expatriados buscando entender cenários políticos e econômicos no curto prazo. Entre eles, preocupações com o retorno cidadão e condições de vida no país.
Na Espanha, cerca de 400 mil venezuelanos residem, segundo dados oficiais. Um morador ressaltou a ambiguidade entre o susto com a situação atual e a crença de que há uma chance de transição para uma ordem estável, com alternância de poder.
Enquanto Caracas amanheceu com ruas mais tranquilas, parte da população permaneceu em casa, acompanhando informações em celulares. Em algumas áreas, houve movimentação para abastecer supermercados, caso seja necessário reduzir deslocamentos.
Perspectivas e receios
Autoridades locais adotaram postura cautelosa, evitando tumultos e reforçando a vigilância. O governo tem sinalizado mudanças políticas, com impactos ainda incertos para governabilidade, economia e serviços públicos.
Em meio aos relatos de celebração, organizações da sociedade civil lembraram a necessidade de diálogo e de garantias para direitos humanos, sem abrir mão da pacificação social. A análise de especialistas aponta para um período de ajuste institucional e reformas.
Entre na conversa da comunidade