Protestos contra a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela foram registrados neste sábado (03) em diversas cidades ao redor do mundo. As manifestações ocorreram após ataques conduzidos por forças norte-americanas que atingiram alvos civis e militares em território venezuelano e resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Atos ocorreram […]
Protestos contra a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela foram registrados neste sábado (03) em diversas cidades ao redor do mundo. As manifestações ocorreram após ataques conduzidos por forças norte-americanas que atingiram alvos civis e militares em território venezuelano e resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Atos ocorreram em países da América Latina, como Cuba, México, Brasil, Argentina e Chile, além de cidades da Alemanha, Espanha, França, Grécia e Reino Unido. Em geral, os manifestantes criticaram a intervenção militar e pediram respeito à soberania venezuelana.
De acordo com informações divulgadas pelo governo da Venezuela, a ofensiva teve início por volta das 2h50 da madrugada (horário local) e atingiu regiões de Caracas, além de instalações nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As autoridades venezuelanas classificaram a ação como uma violação da soberania nacional.
Em pronunciamento oficial, a vice-presidenta Delcy Rodríguez pediu a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores e reafirmou que Maduro segue sendo o presidente do país. Ela também convocou a população a se manter mobilizada em defesa do que chamou de soberania nacional.
As manifestações se estenderam para fora da Venezuela. Em Washington, um grupo de pessoas se reuniu em frente à Casa Branca para criticar a operação militar. Cartazes questionavam a legalidade da ação e denunciavam a ausência de autorização do Congresso dos Estados Unidos.
Na Europa, protestos ocorreram em frente a embaixadas e consulados norte-americanos. Em Londres, manifestantes se concentraram diante da embaixada dos Estados Unidos com pedidos pela libertação de Maduro. Atos semelhantes foram registrados em cidades como Berlim, Barcelona, Paris, Marselha e Atenas, organizados por sindicatos, partidos políticos e entidades civis.
Na América Latina, as manifestações também foram registradas em capitais e grandes cidades. Na Argentina, atos ocorreram em Buenos Aires e Rosário, com concentração em frente à embaixada dos Estados Unidos. No México e no Chile, grupos se reuniram em espaços públicos com faixas e palavras de ordem contrárias à intervenção militar.
Em Cuba, manifestações foram lideradas pelo presidente Miguel Díaz-Canel, que participou de atos em solidariedade ao governo venezuelano. Em declarações públicas, Díaz-Canel criticou a ofensiva militar e afirmou que a situação representa uma ameaça à estabilidade regional.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou que o país não participou da operação conduzida pelos Estados Unidos e afirmou que o governo britânico não teve envolvimento na captura de Nicolás Maduro.
Dentro da Venezuela, manifestações também foram registradas. Segundo a emissora Telesur, atos ocorreram em Caracas e em outras regiões do país. Na capital, grupos se concentraram em áreas próximas ao Palácio de Miraflores, sede do governo. As autoridades venezuelanas informaram que medidas de segurança foram reforçadas em pontos estratégicos diante do risco de novos ataques.
Protestos no Brasil

No Brasil, manifestações ocorreram em Brasília e em São Paulo. Na capital federal, manifestantes se reuniram em frente à embaixada da Venezuela. O embaixador venezuelano no Brasil, Manuel Vadell, participou do ato e afirmou que a captura de Maduro representa um precedente relevante para a região.
O protesto foi convocado por movimentos políticos e sociais e contou com bandeiras de partidos e de países como Venezuela e Brasil. Os participantes pediram a libertação de Maduro e de Cilia Flores e defenderam o respeito à soberania venezuelana. Na Avenida Paulista, em São Paulo, outro ato reuniu manifestantes contra a ação militar dos Estados Unidos.
As manifestações ocorrem em meio à repercussão internacional da ofensiva, enquanto governos e organizações acompanham os desdobramentos diplomáticos e políticos da crise envolvendo Venezuela e Estados Unidos.
Entenda o caso
Na madrugada deste sábado (03), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, atingindo alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões do país. Durante a operação, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e levados para os Estados Unidos.
Em coletiva de imprensa realizada horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca pretende conduzir um processo de transição política na Venezuela. Segundo Trump, a ação teve como objetivo garantir uma “transição democrática e justa”.
O presidente norte-americano também declarou que Maduro e Cilia Flores serão julgados nos Estados Unidos. Durante a coletiva, Trump mencionou ainda o interesse dos EUA no setor petrolífero venezuelano, afirmando que a administração norte-americana pretende reorganizar a exploração do recurso.
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