Em Alta NotíciasConflitoseconomiaFutebolrelações internacionais

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Reivindicação de imunidade de Maduro testa o poder dos EUA para processar líderes estrangeiros

Defesa de Nicolás Maduro questiona imunidade de chefe de Estado, testando o poder dos EUA de processar líderes estrangeiros e a jurisdição vigente

Telinha
Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Venezuela's captured President Nicolas Maduro attends his arraignment to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
0:00
Carregando...
0:00
  • Nicolás Maduro participou de audiência nos Estados Unidos e se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico de cocaína, mantendo que continua sendo o presidente da Venezuela.
  • A questão central é se ele tem imunidade de chefe de estado sob direito internacional, o que o excluiria de processo, enquanto os EUA argumentam que ele não ocupa o cargo desde uma eleição contestada em 2018.
  • Procuradores podem enfrentar dificuldade para provar que Maduro conspirou com outras pessoas; a denúncia cita uma operação de drogas de décadas, mas ligações diretas ao presidente são limitadas.
  • O advogado de Maduro informou que apresentará litígios extensos questionando a suposta “abdução” dele e de sua esposa pelos EUA.
  • Precedentes de imunidade de chefes de estado são raros; casos envolvendo outras lideranças mostraram resultados variados, com decisões que tanto acolhem quanto rejeitam essa imunidade.

Nicolás Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal dos EUA, enfrentando acusações de narcoterrorismo e tráfico de cocaína. O tema central é se ele pode invocar imunidade de chefe de estado para se defender. O governo americano afirma que ele não é mais presidente desde uma eleição contestada em 2018.

O juiz abriu o rito com Maduro declarando não ser culpado. O defensor de Maduro, Barry Pollack, prometeu litígio extenso questionando o que chamou de abdução de Maduro e de sua esposa pelas forças americanas. A defesa pretende explorar a imunidade internacional de chefes de estado.

A acusação sustenta que Maduro tem ações associadas a uma conspiração de narcotráfico de décadas, mas o governo não afirma que ele chefiou operações individuais. A Justiça argumenta que Maduro não pode se beneficiar da imunidade caso não tenha exercido plenamente o cargo segundo a narrativa oficial.

Imunidade de chefe de estado

Especialistas afirmam que o tema é incomum em casos criminais. A imunidade pode atrapalhar a acusação ao exigir demonstração de que Maduro agiu como parte de seus deveres oficiais. Alguns juristas veem o desafio como provável, mesmo com base mais fraca.

A discussão se aproxima de precedentes internacionais: casos envolvendo líderes que enfrentaram ações judiciais civis ou criminais. Em contextos distintos, tribunais já dismissaram ou aceitaram ações contra antigos governantes com base em suas funções oficiais.

Desafios processuais e evidências

Se a denúncia não for rejeitada, o julgamento pode exigir comprovação de acordo com outros conspiradores. Segundo especialistas, há poucas ligações diretas entre Maduro e organizações terroristas mencionadas na denúncia.

Alguns juristas destacam que o governo pode manter evidências discretas para proteger testemunhas. Perguntas sobre pagamentos ou apoio a grupos terroristas continuam em análise pelas autoridades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais