- O governo do Equador protestou contra a decisão do tribunal espanhol de liberar o suposto chefe de crime Willy Alcivar Bautista, conhecido como Comandante Willy.
- Alcivar, preso na Espanha em outubro de 2024 junto com o irmão Alex, é apontado como líder do grupo Los Tiguerones e acusado de terrorismo.
- Ele é investigado por supostamente orquestrar explosões, assassinatos por encomenda, extorsão e a invasão ao estúdio da TC Television em Guayaquil, em janeiro de 2024.
- A Justiça da Espanha autorizou a extradiação de Alcivar em junho, desde que Quito garantisse a sua segurança; no entanto, ele foi liberado no dia 29 de dezembro por falta dessas garantias.
- O Ministério do Interior do Equador afirmou ter encaminhado toda a documentação necessária e que trabalha para recapturar Alcivar e devolvê-lo ao país.
Ecuador protestou nesta quarta-feira a libertação de um suposto chefe criminoso pela Justiça espanhola, após pedir a extradição dele por liderar um ataque violento a uma emissora de TV em 2024. A liberação ocorreu apesar de pedidos de prisão feitos por Quito.
William Joffre Alcivar Bautista, conhecido como Comandante Willy, é apontado como líder do grupo criminoso Los Tiguerones. Ele foi preso na Espanha em outubro de 2024, junto com seu irmão Alex, em uma operação ligada a acusações de terrorismo.
O ataque ao TC Television, em Guayaquil, ocorreu em janeiro de 2024, com 13 homens encapuzados invadindo o estúdio ao vivo. A ação durou cerca de 20 minutos e resultou na liberação de reféns com intervenção policial.
Detalhes da extradição e liberação
O Tribunal Superior espanhol autorizou a extradição de Alcivar em junho do ano passado, desde que o Equador garantisse a sua segurança na custódia. A nota oficial do tribunal indicou que Alcivar foi liberado em 29 de dezembro por não terem sido atendidas as garantias exigidas.
O ministro do Interior equatoriano afirmou que a documentação necessária já havia sido enviada pelo país e criticou os atrasos. Segundo ele, Espanha solicitou reiteradamente informações adicionais. O governo trabalha para reapreender o suspeito e devolvê-lo ao Equador.
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