- Aldrich Ames, ex-agente da CIA, morreu na prisão aos 84 anos, na segunda-feira, dia cinco.
- Ele foi condenado em mil novecentos noventa e quatro por vender segredos à União Soviética entre mil novecentos oitenta e cinco e mil novecentos noventa e três, recebendo mais de dois milhões e meio de dólares.
- O esquema comprometeu dezenas de operações secretas e tirou a vida de doze agentes que trabalhavam para Washington; o casal tinha contas suíças e vivia em luxo, com um Jaguar e faturas de cartão de crédito que somavam vinte e oito mil dólares por ano.
- Informações falsas fornecidas por Ames levaram a avaliações equivocadas sobre capacidades militares soviéticas a presidentes Ronald Reagan e George H. W. Bush, além de outros altos funcionários.
- O caso elevou as tensões entre Estados Unidos e Rússia no período de normalização das relações, contribuiu para a renúncia do diretor da CIA, James Woolsey, e foi considerado pelo presidente Bill Clinton como muito serio.
Aldrich Ames, ex-agente da CIA, morreu nesta segunda-feira, aos 84 anos, enquanto estava custodiado. Ele foi condenado à prisão perpétua por vender segredos à União Soviética entre 1985 e 1993, com ganhos superiores a 2,5 milhões de dólares. A morte ocorreu sob a custódia federal, conforme informou o Departamento Federal de Prisões dos EUA.
Ames chefiou a divisão soviética do grupo de contrainteligência da CIA. Junto com a esposa Rosario, ele alimentou o governo russo com informações, ampliando a suspeita sobre o comportamento financeiro do casal, que incluía contas suíças e consumo elevado. Segundo autoridades, ele vendeu informações por quase uma década.
A traição resultou na compromissão de dezenas de operações secretas e na morte de doze agentes que espionavam para Washington. O FBI e promotores federais disseram que os gastos do casal indicavam um estilo de vida incompatível com a renda declarada.
Contexto e desdobramentos
De acordo com a justiça, Ames forneceu dados que levaram a avaliações imprecisas sobre capacidades militares da URSS, influenciando decisões em altas esferas dos EUA durante a era Reagan e Bush. O caso trouxe tensões entre Washington e Moscou no período de normalização pós URSS.
O ex-diretor da CIA na época, James Woolsey, renunciou ao cargo após o escândalo, recusando demitir colegas. O então presidente Bill Clinton qualificado o caso como muito sério, sugerindo possíveis impactos nas relações com a Rússia. O Kremlin, por sua vez, minimizou o incidente.
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