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Taiwan diz que exercícios chineses visaram minar apoio global à ilha

Taiwan afirma que exercícios de guerra chineses visaram minar apoio internacional à ilha e desviar atenção de problemas econômicos

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Chinese and Taiwanese flags are seen in this illustration, August 6, 2022. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
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  • Taiwan diz que os exercícios de guerra da China, chamados “Justice Mission 2025”, tiveram objetivo político de conter apoio internacional à ilha e desviar a atenção de problemas econômicos domésticos.
  • Durante os exercícios, a China lançou dezenas de foguetes, mobilizou navios de guerra e aeronaves perto de Taiwan, levando ao cancelamento de dezenas de voos domésticos.
  • O relatório da Agência de Segurança Nacional de Taiwan afirma que as manobras visaram fortalecer a narrativa de resistência frente aos parceiros democráticos e redirecionar a raiva interna.
  • O documento aponta uma campanha híbrida que combina pressão militar e econômica, com resistência de parceiros democráticos nos Estados Unidos e na Europa.
  • O relatório também destaca uso de mídia estatal, conteúdo gerado por inteligência artificial e contas ligadas a hackers para disseminar narrativas e aumentar ataques cibernéticos; cerca de 19 mil mensagens controversas foram disseminadas por 799 contas em cinco dias, e mais de duas milhões de ataques cibernéticos foram registrados nos primeiros dois dias.

Taipei — A Taiwan Security Bureau report ao Parlamento afirma que os exercícios militares chineses ao redor de Taiwan na semana passada faziam parte de uma campanha para reduzir o apoio internacional à ilha e desviar atenções dos problemas econômicos de Beijing.

Durante as manobras, chamadas de Justice Mission 2025, a China lançou dezenas de foguetes rumo a Taiwan e deslocou um grande número de navios e aviões para a região, o que levou ao cancelamento de voos domésticos e gerou preocupação entre aliados.

O relatório descreve as ações como uma demonstração política para pressionar parceiros democráticos a reduzir o apoio a Taiwan, e aponta que a ofensiva visava também transformar a insatisfação econômica interna em sentimento nacionalista.

Foi ressaltado ainda que o objetivo inclui manter a narrativa de resistência externa, usando campanhas híbridas para ampliar pressões militares e econômicas sobre a ilha e seus parceiros no exterior.

O documento cita um aumento de mensagens nas redes sociais, com conteúdos gerados por inteligência artificial e contas ligadas a operações de trollagem para minar a credibilidade das capacidades militares taiwanesas e da administração de Lai Ching-te.

No período das ações, especialistas apontam que centenas de ataques cibernéticos atingiram taiwan, com grupos vinculados ao Exército Popular de Libertação entre os mais ativos, segundo o relatório.

A defesa de Taiwan afirmou que as recentes manobras visam defender a soberania e a integridade territorial, e que buscam manter os interesses comuns entre regiões do Estreito, bem como a paz na região.

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