- Fazendeiros franceses bloquearam estradas ao redor da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo com tratores, em protesto contra o acordo UE-Mercosul.
- A mobilização, organizada pela Coordination Rurale, ocorreu antes da votação da União Europeia, prevista para sexta-feira, sobre o acordo com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
- Os produtores dizem que o acordo pode criar competição desleal devido à entrada de produtos agrícolas mais baratos do Mercosul.
- O governo francês afirmou que não ficará parado e destacou que bloquear ruas ou se reunir diante do parlamento é ilegal.
- O acordo pretende reduzir tarifas do Mercosul sobre carros, roupas, alimentos, vinhos e medicamentos, em troca de abertura de mercados pela UE; a União Europeia propôs financiamento adicional a agricultores para ganhar apoio entre Estados-membros.
Foi registrada uma manifestação de agricultores franceses em Paris durante a madrugada desta quinta-feira. Tratores foram usados para bloquear estradas ao redor da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo, em protesto contra um acordo de comércio entre a UE e Mercosul. O ato foi organizado pela União Coordination Rurale.
Os agentes reforçaram a segurança ao redor do centro da capital, com dezenas de tratores alcançando o centro após bloquear rodovias externas à cidade. A ação visava chamar a atenção para o risco de competição desleal com a entrada de produtos sul-americanos.
Stephane Pelletier, dirigente da Coordination Rurale, comentou que os produtores se sentem esquecidos diante do acordo. Autoridades concluíram que bloqueios de vias e reuniões em frente ao parlamento são ilegais, segundo a assessoria de imprensa.
Desdobramentos
O governo informou que não ficará indiferente à movimentação dos agricultores. O porta-voz Maud Bregeon afirmou que as ações de bloqueio são ilegais e que há tentativas de reunir-se simbolicamente diante do parlamento. Kuhn, em Paris, reforçou a necessidade de diálogo.
A sessão de votação sobre o acordo Mercosul-UE está marcada para sexta-feira, com apoio variável entre os Estados-membros. Alemanha e Espanha manifestaram apoio, enquanto França mantém resistência. Itália aparece como elo decisivo para a aprovação, segundo analistas.
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