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Congressistas dos EUA pedem a juiz nomear oficial para divulgar arquivos Epstein

Dois deputados pedem a nomeação de monitor independente para forçar DOJ a divulgar na íntegra os arquivos de Epstein, sob risco de atraso e trauma às vítimas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Documents that were included in the US Department of Justice release of the Jeffrey Epstein files are photographed on 2 January 2026. (AP Photo/Jon Elswick)
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  • Dois membros da Câmara dos EUA, Ro Khanna (democrata, Califórnia) e Thomas Massie (republicano, Kentucky), pediram a um juiz federal que nomeie um mordomo especial para forçar a divulgação de todos os arquivos sobre Jeffrey Epstein.
  • A solicitação visa cumprir a Epstein Files Transparency Act, afirmando que o Departamento de Justiça não liberou o conjunto completo de arquivos até o prazo de 19 de dezembro do ano passado.
  • Os congressistas questionaram as ações do DOJ e afirmaram que a liberação parcial causou trauma a sobreviventes, segundo a carta enviada ao juiz Paul Engelmayer.
  • O DOJ informou ter divulgado 12.285 documentos, menos de 1% do total, com cerca de 2 milhões ainda sob avaliação; Khanna e Massie duvidam desses números e suspeitam de superestimativa do material.
  • Também apontaram a ausência de relatórios obrigatórios ao Congresso sobre redações e conteúdos retidos, solicitando que um monitor independente possa comunicar ao tribunal sobre a natureza e a extensão da produção de documentos.

Dois congressistas dos EUA pediram a um juiz federal que nomeie um mestre especial para forçar a divulgação total dos arquivos ligados a Jeffrey Epstein. Os signatários são o democrata Ro Khanna, da Califórnia, e o republicano Thomas Massie, de Kentucky. A solicitação foi apresentada a desembargador Paul Engelmayer, em Nova York, nesta quinta-feira. O objetivo é cumprir a Epstein Files Transparency Act e liberar todo o material, sob o risco de novas sanções.

Khanna e Massie criticaram o Departamento de Justiça pela não divulgação completa até o prazo de 19 de dezembro do ano passado. Segundo a carta, o DOJ violou a lei de transparência e causou trauma a sobreviventes, ao manter parte dos documentos sob sigilo. Os congressistas alegam que a postura da Justiça mina a supervisão judicial e a confiança pública.

Em relatório recente do DOJ, 12.285 documentos teriam sido liberados, menos de 1% do total, com cerca de 2 milhões ainda sob análise. Os parlamentares questionam a confiabilidade desses números, citando supostas inconsistências com declarações anteriores. Também apontam a ausência de relatórios obrigatórios sobre redactions e registros retidos, não enviados às comissões de Justiça da Câmara e do Senado.

Solicitação para monitor independente

A dupla pediu a Engelmayer que autorize um monitor independente a reportar à corte a real extensão da produção de documentos e se redactions ou condutas irregulares estão ocorrendo. Sem esse processo, afirmam, a Justiça pode manter atraso injustificado na divulgação. A defesa sustenta que apenas um processo externo pode assegurar cumprimento adequado da lei.

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