- Renee Nicole Good, 37 anos, escritora e poetisa, morreu na tarde de quarta-feira em Minneapolis após atuar em ações do ICE, agência federal de imigração, no governo de Donald Trump.
- O Conselho da cidade destacou que ela ajudava vizinhos e que quem tira a vida de alguém deve ser preso, investigado e processado conforme a lei.
- Minneapolis, também marcante pela morte de George Floyd em 2020, vive protestos relacionados ao ocorrido.
- Donna Ganger, mãe de Renee, disse que ela era compassiva, cuidava das pessoas e gostava de podcasts; nasceu no Colorado e estudou Escrita Criativa na Old Dominion University.
- Segundo vizinhos, Renee morava com a companheira há cerca de um ano e era observadora legal; a mãe afirmou que não era ativista. O presidente Donald Trump afirmou, em rede social, que Renee utilizou o carro como arma, o que o prefeito Jacob Frey chamou de mentira.
Renee Nicole Good, escritora e poetisa de 37 anos, foi morta pela agência federal de imigração ICE na tarde de quarta-feira, em Minneapolis, Minnesota. O episódio atraiu protestos nacionais e internacionais devido ao uso de força por agentes federais.
O Conselho da Cidade de Minneapolis emitiu uma nota destacando que Renee ajudava vizinhos no momento do ocorrido e que qualquer ato de violência requer investigação e responsabilização, conforme a lei. A cidade já viveu tensões associadas a casos de violência policial.
Renee era nascida em Colorado Springs, tinha três filhos e estudou Escrita Criativa na Old Dominion University, na Virginia. Além de escrever, mantinha um podcast e era descrita pela família como uma pessoa carinhosa e dedicada à família.
Segundo relatos locais, Renee morava com sua companheira e havia se mudado para Minnesota há cerca de um ano. Comunidades locais a descrevem como alguém que cuidava dos demais; ela, porém, não era reconhecida como ativista, segundo a mãe.
De acordo com lideranças regionais, Renee atuava como observadora legal no local do ocorrido, acompanhando atividades policiais para evitar abusos. A mãe da vítima afirmou que a filha não participava de nenhum movimento organizado.
Entre as reações oficiais, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou em rede social que Renee teria utilizado o carro como arma em um ato de terrorismo doméstico, afirmação contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, qualificou a declaração como enganosa e atribuiu a morte a um uso imprudente da força por parte de um agente.
Contexto e desdobramentos
A Secretaria de Justiça local afirmou que investiga as circunstâncias da morte e busca esclarecer o papel de cada parte envolvida. Mesmo sem conclusão oficial, o caso intensifica o debate sobre atuação de autoridades federais em operações no interior do país.
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