- A promotoria malaia encerrou o caso de corrupção contra o vice-primeiro-ministro Ahmad Zahid Hamidi, com a justificativa de insufficiente evidência para seguir adiante.
- A decisão foi anunciada pelo Gabinete do Procurador-Geral, após investigações adicionais e revisão de provas.
- Em setembro de 2023, o Tribunal Superior de Kuala Lumpur concedeu a Zahid um discharge not amounting to an acquittal (despacho que não resulta em absolvição) em 47 acusações ligadas a quebra de confiança, corrupção e lavagem de dinheiro.
- O caso envolve recursos ligados à fundação beneficente de Zahid e ocorre em um contexto político, com o apoio do United Malays National Organisation sendo relevante para a maioria parlamentar do governo.
Os procuradores da Malásia anunciaram nesta quinta-feira o encerramento do caso de corrupção envolvendo o vice-primeiro-ministro Ahmad Zahid Hamidi, em Kuala Lumpur, por insuficiência de provas para prosseguir. A decisão foi tomada pela Attorney General’s Chambers, com base em novas investigações e evidências.
A medida ocorreu mais de dois anos após as acusações contra Zahid, líder de uma das forças da coalizão governista, terem sido retiradas para que os investigadores pudessem aprofundar a apuração. O objetivo, segundo o Ministério Público, era permitir novas diligências sem prejuízo à justiça.
Em setembro de 2023, a Justiça da capital concedeu a Zahid um desligamento não equivalendo a acquittal em 47 acusações envolvendo violação de confiança, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a fondos vinculados à sua fundação beneficente. A decisão na época gerou questionamentos sobre o empenho do governo no combate à corrupção.
Contexto político
A AGC informou que não haverá nenhuma ação adicional relacionada ao caso, afirmando que a decisão está de acordo com a Constituição Federal e as leis pertinentes. O Ministério Público ressaltou ter avaliado todo o material disponível e evidências obtidas em investigações adicionais, concluindo que não havia provas suficientes para prosseguir com a acusação.
O desfecho ocorre em meio a tensões políticas, já que o apoio parlamentar a Anwar Ibrahim depende do respaldo da UMNO, partido de Zahid. A decisão não implica inocência nem culpa, apenas encerra o processo com base na insuficiência de provas.
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