- Na COP30, em Belém, líderes discutiram um “mapa do caminho” para a transição energética, buscando orientar a redução gradual de combustíveis fósseis de forma justa e ordenada.
- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pediu diretrizes para um roteiro nacional e apoiar a transição, com mais de oitenta países apoiando a ideia.
- A oposição ao mapa veio principalmente de produtores de petróleo e gás do Grupo Árabe, que freou menções a um plano global de transição no acordo final.
- Países como Brasil e Noruega começaram a preparar formatos de mapas do caminho; Nigéria é citado como estudo de caso para diversificação econômica e acesso à eletricidade.
- A União Europeia avança com metas de renováveis para 2030 (42,5%) e expansão do Sistema de Comércio de Emissões, enquanto a IEA aponta crescimento maior de renováveis; investimentos em fósseis também aumentam com a demanda global por energia.
Nos debates da COP30, em Belém, Brasil, líderes discutiram a ideia de um mapa do caminho para a transição energética. A proposta busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa, com participação de países consumidores e produtores.
A discussão reuniu representantes de mais de 80 nações, destacando o embate entre Estados produtores de petróleo e gasr natural e aqueles que priorizam energias limpas. O tema ficou central na cúpula, orientando boa parte das falas e negociações.
O mapa do caminho envolve planos para enfrentar desmatamento e acelerar a transição energética. O objetivo é criar um quadro para debates entre aliados internacionais, setores produtivos, trabalhadores e organizações não governamentais, buscando consenso para ações futuras.
O chanceler brasileiro e presidente da COP30, Andre Aranha Corrêa do Lago, sinalizou a intenção de conduzir, em 2026, dois mapas do caminho distintos. Um voltado ao desmatamento, outro ao planejamento da transição energética de forma justa. Ainda não há detalhes operacionais.
A ideia é que os mapas tragam caminhos práticos para reduzir a emissão de carbono, alinhem-se ao Acordo de Paris e respeitem as particularidades de cada economia. A discussão também avalia impactos, como receitas nacionais vinculadas a combustíveis fósseis.
Entre os países, o Brasil tem incentivado diretrizes para um roteiro de transição. O governo aponta para um fundo de transição energética, potencialmente financiado com receitas da exploração de petróleo e gás, como parte do modelo de apoio à mudança estrutural.
A Noruega, outro grande produtor, anunciou a criação de uma comissão para estudar cenários de pós-petróleo. O foco é canalizar recursos e mão de obra para novas oportunidades econômicas, mantendo uma transição gradual e estável. A União Europeia já trabalha com metas renováveis e ampliação de mecanismos de mercado.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a administração mantém apoio a um modelo com uso continuado de combustíveis fósseis por décadas, contrastando com o impulso global por renováveis. A IEA aponta que o investimento em energia limpa deve crescer mais rapidamente nos próximos anos.
Especialistas destacam que o sucesso de um mapa do caminho depende de entender mercados globais de oferta e demanda e de assegurar equidade para países que dependem de petróleo. Casos como a Nigéria ilustram o dilema entre renda petrolífera e acesso à eletricidade.
A COP31, prevista para o fim de 2026, pode consolidar ou revisar as propostas discutidas em Belém. A conferência ocorrerá em território turco, com a Austrália assumindo liderança nas negociações, conforme anúncios oficiais.
- O texto busca apresentar os desdobramentos da disputa entre blocos favoráveis à transição energética e aquelas potências que avançam com a continuidade do uso de combustíveis fósseis.
- Aguardam-se avanços sobre a formatar de dois mapas do caminho e sobre o financiamento de transição em diversas economias.
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