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Estamos realmente vivendo em uma monocultura global?

Livro sustenta monocultura global na cultura contemporânea, mas a crítica afirma que diversidade e acesso amplo desafiam esse diagnóstico

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • Em 2024, estudo da YouGov indicou que, entre várias gerações nos EUA, apenas certo de que a cultura era mais divertida quando estavam no ensino médio.
  • O livro Blank Space, do crítico W. David Marx, propõe que a cultura global entrou em um “blank space” de semelhança monocultural, cinismo corporativo e timidez artística.
  • O autor sustenta que a internet reduziu o valor da cultura ao privilegiar dinheiro e audiência, levando a uma suposta falta de novidades simbólicas na arte atual.
  • Críticas ao livro apontam que, na prática, vivemos em um momento de abundância cultural e acesso a manifestações de várias partes do mundo, tornando a monocultura improvável.
  • O texto também discute casos de marcas e entretenimento contemporâneos, além de questionar a ideia de que a cultura de hoje é apenas reboots, sequências ou colaborações comerciais.

Um novo livro sustenta a existência de uma monocultura global, afirmando que há um espaço em branco na cultura atual. A obra é de W. David Marx e aborda mudanças culturais nas últimas décadas. O argumento gira em torno de uma suposta transferência de valores artísticos para o universo corporativo.

O livro destaca que a distribuição digital de conteúdos tornou a cultura menos escassa e mais orientada a lucros. Marx analisa tendências de consumo, marcas de luxo e plataformas, sugerindo que tais forças deslocaram a inovação cultural para segundo plano.

Para fundamentar o debate, o autor recorre a aplicações históricas e a referências de críticos, mas sustenta que exemplos recentes revelam uma ausência de novidades significativas na esfera global. A obra também problematiza o papel da indústria do entretenimento.

Mudanças na visão sobre cultura contemporânea

A análise aponta que o cenário envolve reboots e colaborações corporativas, em vez de rupturas radicais. O texto discute o impacto de conglomerados globais e de modelos de negócio na produção artística, sem afirmar uma conclusão única sobre o estado da cultura.

A obra também contrasta exemplos de produções globais com a diversidade cultural disponível, destacando produções de várias regiões. Segundo o autor, há tensões entre luxo, mainstream e inovação, que moldam a percepção pública da arte hoje.

O autor revisita referências históricas para sustentar o argumento, mas reconhece que obras de épocas anteriores também conviviam com críticas de suposta decadência. A discussão envolve cinema, música, moda e literatura, sob uma lente histórica e econômica.

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