- Cerca de 16.000 enfermeiros de Nova York devem entrar em greve na segunda-feira, em cinco grandes hospitais da cidade, para exigir prioridade aos pacientes sobre o lucro.
- A greve é organizada pela Associação dos Enfermeiros do Estado de Nova York (NYSNA), que pede negociação justa e que os hospitais invistam nas equipes, benefícios de saúde e segurança no trabalho.
- Os hospitais dizem que continuam a negociar de boa fé e acusam o sindicato de tentar interromper o atendimento aos pacientes.
- O sindicato aponta disparidade de salários, citando que a remuneração de executivos de Montefiore, Mount Sinai e New York-Presbyterian é quase 12.000 vezes maior que a de uma enfermeira média, e acusa a direção de não revisar o dimensionamento de plantões.
- A NYSNA afirma que os hospitais têm capital disponível (cerca de 1,6 bilhão em caixa) e já começaram a contratar enfermeiros viajantes para substituir os grevistas; safety e ataques a profissionais também são citados como preocupações.
Na cidade de Nova York, quase 16 mil enfermeiras devem entrar em greve na segunda-feira, em meio a uma disputa salarial durante as negociações de contrato. O movimento envolve cinco grandes hospitais da região, organizado pela NYSNA, que defende colocar o cuidado aos pacientes acima do lucro.
A paralisação é vista como uma resposta a propostas da gestão que, segundo a associação, visam reduzir escalas de salários e benefícios de saúde, além de nãoregularizar a cobertura de assistência médica para as equipes. Enfermeiras afirmam ainda que há falta de garantias de segurança no ambiente de trabalho.
Entre os hospitais citados pela NYSNA estão Montefiore, Mount Sinai e New York-Presbyterian, que, segundo a entidade, possuem caixa com centenas de milhões de dólares e têm contratado enfermeiras viajantes para substituir profissionais ausentes durante o movimento.
Detalhes das negociações e respostas
A NYSNA acusa as instituições de manterem propostas econômicas consideradas extremas e de não reconhecer a necessidade de reforçar a segurança dos trabalhadores, especialmente após o aumento de incidentes de violência desde a pandemia. A organização também aponta que três dos hospitais com negociação ativa teriam 1,6 bilhão de dólares em recursos disponíveis.
As unidades de saúde afirmam que continuam a negociar de boa fé e que não há intenção de interromper o atendimento aos pacientes. O Mount Sinai afirma que está preparado para eventual greve, enquanto o New York-Presbyterian sustenta que já adotou medidas para manter atendimento seguro e de qualidade. O Montefiore não respondeu aos contatos da imprensa.
A manifestação ocorre diante de negociações intensas desde setembro de 2025, com relatos de pouca movimentação em várias frentes de avaliação de pessoal. Além de Nova York, cerca de 1.000 enfermeiras de três hospitais da Northwell, em Long Island, também haviam indicado paralisação, segundo a organização.
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