- O papa Leão XIV condenou o uso da força militar como meio de alcançar objetivos diplomáticos, em discurso anual no Vaticano, defendendo a proteção dos direitos humanos na Venezuela.
- Ele destacou a fragilidade das organizações internacionais diante de conflitos globais como motivo de preocupação.
- Pediu que governos respeitem a vontade do povo venezuelano após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos, por ordem de Donald Trump.
- O discurso, parte do chamado “discurso do estado do mundo”, foi o primeiro proferido pelo papa desde sua eleição e contou com a presença de embaixadores dos Estados Unidos e da Venezuela.
- Em tom inflamado, o pontífice também criticou aborto, eutanásia e nascimentos por aluguel, e disse que a liberdade de expressão encolhe nos países ocidentais.
O papa Leão XIV criticou nesta sexta-feira 9, no Vaticano, o uso da força militar para alcançar objetivos diplomáticos, durante o discurso anual sobre política externa. O pontífice também pediu a proteção dos direitos humanos na Venezuela.
O discurso, considerado inflamado, ocorreu diante de cerca de 184 embaixadores credenciados na Santa Sé. O papa ressaltou a fragilidade das organizações internacionais diante de conflitos globais e pediu diálogo em vez de guerra.
Além disso, Leão XIV pediu que governos respeitem a vontade do povo venezuelano e salvaguardem direitos civis. O tema da Venezuela ganhou relevância após a prisão do presidente Nicolás Maduro, segundo relatos da cobertura.
Contexto internacional e direitos humanos
No tom do discurso, o papa reforçou que a diplomacia deve priorizar o consenso entre partes e criticou a substituição pela força. O evento é conhecido como o discurso do estado do mundo.
O pontífice também abordou outros temas, incluindo críticas a práticas de aborto, eutanásia e critério de nascimento por aluguel. A liberdade de expressão foi destacada como área de preocupação.
Perfil do pontífice e desdobramentos
Leão XIV, eleito após a morte de Francisco, já havia sido mais contido nos primeiros meses de pontificado. Embaixadores dos EUA e da Venezuela acompanharam o pronunciamento na Santa Sé.
Entre na conversa da comunidade