- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ter sido convidada pelo presidente Lula para visitar o Brasil em maio, em entrevista coletiva em Acapulco.
- Na conversa com Lula, Sheinbaum discutiu cooperação para a paz na Venezuela e rejeitou a ideia de zonas de influência dos EUA na região.
- Lula e o presidente colombiano Gustavo Petro disseram que a ação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro é um precedente perigoso e defenderam solução pacífica por meio de negociação.
- O governo brasileiro afirmou que Lula e Petro destacaram a necessidade de respeitar o direito internacional e a soberania da Venezuela durante a conversa.
- O Planalto informou que Lula afirmou a Petro que o Brasil vai enviar 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, parte de um total de 300 toneladas já arrecadadas.
O presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou ter sido convidada por o presidente do Brasil, Lula, para visitar o Brasil em maio. A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva em Acapulco, no México, nesta sexta-feira.
Sheinbaum disse que, na conversa, discutiram cooperação para a construção de paz na Venezuela e a rejeição a zonas de influência, defendendo multilateralismo, direito internacional e livre comércio.
Lula e Petro também discutiram na mesma célula de contato a legitimidade da ação estadunidense contra Nicolás Maduro, destacando a necessidade de resolução pacífica por meio de negociação. A nota oficial cita preocupação com precedentes para a paz regional.
Conversas com Canadá e Colômbia
O presidente brasileiro manteve diálogo com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, reafirmando apoio a uma transição política pacífica na Venezuela, liderada pelos venezuelanos e respeitando a soberania.
Após as tratativas, o governo brasileiro informou que Lula e Petro ressaltaram a importância do direito internacional e da soberania. Também foi mencionada a liberação de presos na Venezuela anunciada pela Assembleia Nacional.
Ajuda humanitária e outros deslocamentos
Segundo o Planalto, Lula informou que o Brasil enviará 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, integrando um total de 300 toneladas arrecadadas. A remessa visa reabastecer diálise e outros itens após bombardeios ocorridos no início de janeiro.
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