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Presidente do sindicato da Groenlândia rejeita anexação pedida por Trump

Líder do maior sindicato da Groenlândia rejeita anexação pelos Estados Unidos e afirma autonomia com a Dinamarca

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Jess Berthelsen.
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Greenland seria necessária para a segurança nacional, mas o líder da maior confederação sindical de Greenland, Jess Berthelsen, nega a anexação.
  • Berthelsen disse que Greenland é território autônomo do Reino da Dinamarca e que a população não reconhece as alegações sobre navios russos e chineses nas águas da região.
  • Um estudo de 2025 aponta que cerca de 84% dos groenlandeses são a favor da independência, enquanto 6% apoiam uma tomada pelos Estados Unidos.
  • O sindicato SIK representa milhares de trabalhadores e busca acordos com o governo dinamarquês e empregadores para melhorar condições de trabalho.
  • O governo dos EUA tem reiterado ameaças de intervenção militar, o que, segundo Berthelsen, prejudica a cooperação com Groenlândia e Dinamarca; o White House limitou-se a dizer que a diplomacia é a primeira opção.

Greenland nega que será alvo de anexação ou que possa ser tomada por força militar. A declaração foi feita pelo líder da principal confederação sindical do território, Jess Berthelsen, em entrevista ao Guardian. Ele afirma que o status atual de Greenland não representa ameaça à segurança dos EUA.

O sindicalista sustenta que a população e o governo de Greenland não reconhecem as alegações de que navios russos e chineses estão distribuídos em suas águas. Berthelsen afirma não ter percepção dessas claims e destaca que a operação marítima na região envolve principalmente a marinha dinamarquesa e grandes pesqueiros locais.

Berthelsen, que comanda o SIK há mais de 30 anos, representa trabalhadores públicos, eletricistas, mecânicos e pescadores. Ele reforça que Greenland é parte autônoma do Reino da Dinamarca e que o objetivo do sindicato é promover acordos com o governo e empregadores para melhorar condições de trabalho, com perspectivas de eventual independência.

O líder sindical comenta que a Dinamarca e Greenland mantêm governança própria, com acordos vigentes com o Estado dinamarquês. Ele aponta que, se houver mudança, o movimento ocorrerá por iniciativa local, sem admitir pressões externas para alterar o status do território.

Dados sobre apoio à independência apontam aproximadamente 84% da população favorável à autonomia, conforme pesquisa de 2025, enquanto cerca de 6% apoiam eventual assunção dos EUA. Greenland possui cerca de 57 mil habitantes.

Berthelsen afirma que a cooperação com os EUA já existe, mas que ameaças frequentes à autonomia prejudicam o diálogo. O sindicalista ressalta que o território trabalha com a Dinamarca e com empresas para definir salários e condições de trabalho, mantendo abertura para negócios com investidores estrangeiros.

O texto também destaca posição de líderes europeus que apoiaram Denmark e Greenland em questões soberanas. Em resposta, o governo dos EUA mantém linha de que opções permanecem em avaliação, com diplomacia apontada como prioridade inicial, segundo declaração de porta-voz.

Ao final, o sindicalista reforça a mensagem de que Greenland não está à venda nem será anexada. Ele afirma que o território define seu próprio futuro, mantendo cooperação com Dinamarca e Estados Unidos, mas sem aceitar pressões que comprometam sua autonomia.

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