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Protestos no Irã representam maior oposição em anos, com apagão de internet

Protestos em Teerã e outras cidades mostram força oposicionista; NetBlocks registra apagão nacional de internet, agravando comunicação durante a repressão

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Foto: Reprodução
  • Multidões tomam as ruas de Teerã e de outras cidades, em protesto considerado o maior movimento dos últimos anos contra o regime, com pedidos para depor o Líder Supremo Ali Khamenei e o retorno de Reza Pahlavi.
  • A NetBlocks aponta apagão nacional de internet no Irã durante as manifestações, em meio a medidas de censura digital.
  • A crise econômica amplia o repúdio: o rial atinge mínima histórica e a inflação está em torno de quarenta por cento, agravada por sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano.
  • Relatos de mortos e prisões variam entre fontes: HRANA registra ao menos trintaquatro manifestantes e oito membros das forças de segurança mortos, com cerca de dois mil estudantes presos; a Iran Human Rights eleva para quarenta e cinco mortos; a BBC Persian confirmou mortes e identidades de alguns; as autoridades falam de mortes de seis agentes.
  • Confrontos se concentram ainda em Ilam, Kermanshah e Lorestan, com greves e lojas fechadas; o grupo curdo Hengaw aponta mortes entre curdos; houve menções a intervenção militar de terceiros e à continuidade dos protestos, que já perduram há doze dias.

Dois dias de protestos em Teerã e em outras cidades, descritos como a maior demonstração de oposição ao regime clerical dos últimos anos, mantêm o país em alerta. A multidão exige mudanças políticas e tem como alvo o governo iraniano.

Manifestantes pedem a deposição do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o retorno de Reza Pahlavi, segundo vídeos verificados pela BBC Persian. A mobilização tinha início com comerciantes e se espalhou para outras regiões.

Na noite de quinta-feira, 08/01, há registros de protestos em Teerã e em Mashhad, segunda maior cidade. A BBC Persian confirmou mortes, identidades de 21 manifestantes e relatos de prisões generalizadas. Autocracia e crise econômica aparecem como motivadores.

A NetBlocks informou um apagão nacional de internet no Irã, em meio às repressões aos protestos. A organização descreveu o incidente como prejudicial ao direito de comunicação durante um momento crítico.

Segundo a HRANA, são pelo menos 34 manifestantes e 8 agentes mortos, com 2.270 manifestantes presos. A Iran Human Rights aponta 45 mortos, incluindo oito crianças, em diferentes regiões. Dados de fontes independentes variam.

Imagens de Mashhad mostram multidões e câmeras de vigilância supostamente removidas. Em Ilam, Kermanshah e Lorestan houve lojas fechadas e ataques a instituições, segundo relatos de grupos de direitos humanos. Grupos curdos convocaram greve geral.

Em Ilam, Kermanshah e Lorestan, registrado um mínimo de 17 mortes até o momento envolvendo populações curdas e lor. Oficiais iranianos divulgam números diferentemente, com relatos de mortes entre forças de segurança.

Confrontos ocorreram em várias regiões na quarta-feira, resultando no dia mais violento até então, com 13 mortes registradas pela IHR. Observadores apontam que a repressão se tornou mais ampla a cada dia.

Numa nota internacional, Donald Trump reiterou a possibilidade de intervenção militar caso as autoridades iranianas continuem a repressão. Grupos de direitos humanos destacam o aumento das detenções e das violações de direitos civis.

Muitos locais no noroeste e no oeste do país relataram fechamento de comércios e mobilização de minorias étnicas. As informações permanecem sujeitas a verificação, com fontes independentes monitorando a evolução dos acontecimentos.

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