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Tratado de minerais proposto pela Colômbia e Omã enfrenta resistência na ONU

Proposta de tratado mineral apresentada por Colômbia e Omã enfrenta resistência na UNEA-7, resultando em resolução não vinculante e lacuna entre impactos e normas internacionais

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Refined tellurium, a rare mineral used in solar panels that was once discarded along with the other mine tailings, is shown at the Rio Tinto Kennecott refinery in Magna, Utah.
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  • Na UNEA-7, em Nairóbi (Kenya), de 8 a 12 de dezembro, Colômbia e Omã apresentaram um tratado internacional sobre minerais, buscando medidas vinculantes e não vinculantes para impactos sociais e ambientais da mineração e a recuperação de recursos de rejeitos.
  • A proposta enfrentou resistência de vários países, incluindo Arábia Saudita, Rússia, Irã, Chile e Uganda, culminando em uma resolução não vinculante após dias de negociação.
  • A resolução não vinculante visa ampliar o diálogo e a cooperação internacional sobre governança de minerais e recuperação de recursos de rejeitos, sem estabelecer padrões obrigatórios.
  • A ideia original combinou abordagens distintas: Colômbia defendia um instrumento internacional juridicamente vinculante; Omã focava na economia circular de minerais.
  • Omã planeja apresentar uma versão 2.0 da resolução na UNEA-8, em 2027, visando evoluir o diálogo para diretrizes mais claras e normas internacionais fortalecidas.

Colômbia e Omã apresentaram na Undécima Sétima Reunião da Assembleia de Meio Ambiente da ONU (UNEA-7) uma proposta de tratado internacional sobre minerais, buscando medidas vinculantes e não vinculantes para mitigar impactos sociais e ambientais da mineração e promover a recuperação de rejeitos.

A iniciativa recebeu resistência de diversos países, incluindo Arábia Saudita, Rússia, Irã, Chile e Uganda, que defenderam uma resolução não vinculante capaz de estimular diálogo e cooperação sobre governança de minerais e recuperação de resíduos.

O debate ocorreu em Nairobi, no Quênia, entre 8 e 12 de dezembro. A proposta original combinava instrumentos legais obrigatórios com ações de economia circular voltadas aos recursos minerais.

Reação internacional

Segundo especialistas, a resolução avançaria a proteção de ecossistemas e comunidades diante do aumento da demanda por minerais na transição energética, mas muitos observadores pediram linguagem mais firme para além do diálogo.

A leitura de que o texto não cria padrões vinculantes abriu uma lacuna entre os impactos no terreno e a ambição da resposta global, conforme analistas ouvidos pela imprensa.

Próximos passos

Ao final de UNEA-7, a proposta foi convertida em uma resolução não vinculante, mantendo o foco no diálogo internacional. Os organizadores indicaram a continuidade da discussão com vistas a diretrizes mais claras no futuro.

Representantes da Colômbia e de Omã afirmaram que o tema pode evoluir para normas internacionais mais robustas à medida que o processo avança, com uma nova versão prevista para UNEA-8, em 2027.

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