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Venezuela vive temor e incerteza após queda de Maduro

Mesmo com a captura de Maduro, Venezuela entra em fase mais draconiana, com prisões, vigilância de celulares e patrulhas de colectivos, gerando medo generalizado

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Many Venezuelans say little will change after the downfall of Maduro.
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  • O presidente Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA e mantido preso em Nova York, conforme relatos de mudança radical no governo venezuelano.
  • Uma semana após a operação, autoridades venezuelanas anunciaram a libertação de um “número significativo” de prisioneiros, incluindo estrangeiros, em meio a uma atmosfera cada vez mais opressiva.
  • Em Caracas, civis mascarados e com fuzis patrulham as ruas; forças de segurança instauram pontos de checagem e monitoram telefones em busca de conteúdos anti-regime.
  • Em 23 de Enero, grupos paramilitares passam a impor toque de recolher informal e recrutam pessoas em situação de vulnerabilidade para compor rondas.
  • Analistas e ex-funcionários dizem que o regime permanece, com mudanças de liderança, e que a captura de Maduro não significa transição democrática, gerando desconfiança entre antigos aliados.

A crise política na Venezuela ganhou contornos ainda mais complexos após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos EUA. A operação, ocorrida no fim de semana anterior, levou Maduro à prisão fora do país, em Nova York, e provocou uma mudança de comando no país. O episódio gerou wave de expectativa entre opositores e também de incerteza entre a população, com registro de tensões e prisões de jornalistas.

A semana seguinte revelou um aprofundamento do clima de endurecimento no regime. A vice-presidente Delcy Rodríguez passou a assumir a liderança formal, enquanto autoridades venezuelanas relatavam que houve mortes durante a operação de captura. Em várias cidades, houve aumento de vigilância, bloqueios de ruas e ações para evitar a circulação de informações contrárias ao governo. Forças de segurança passaram a monitorar telefonemas e conteúdos nas redes.

No ritmo da mudança, relatos indicam presença de grupos armados em áreas urbanas, especialmente em bairros populares, com atuação de coletivos nos controles de ruas. Oficiais de segurança montaram pontos de checagem e intensificaram a busca por materiais considerados contrários ao regime. Jornalistas enfrentaram detenção, deportação ou impedimento de entrada em território venezuelano para cobrir os desdobramentos.

Caracas, 23 de Janeiro, e municípios fronteiriços registraram describe de instabilidade que se espalha pelo país, desde a capital até a região amazônica e a fronteira com a Colômbia. Em provincias, moradores relataram medo de novas represálias, com impactos na vida cotidiana, trabalho e deslocamentos. Pequenos comércios e serviços públicos passaram por alterações operacionais devido ao ambiente de tensão.

Analistas e exilados destacam que o cenário não aponta para uma transição democrática rápida. Observadores indicam que a mudança de liderança não implica necessariamente uma mudança de políticas, com o possível fortalecimento de alianças entre remanescentes do antigo governo e aliados estrangeiros. Sobre o papel dos EUA, autoridades norte-americanas sinalizam que a cooperação com a nova gestão busca estabilizar o país e viabilizar uma transição política gradual.

Enquanto isso, a população acompanha, com ceticismo, as promessas de recuperação econômica e social. Movimentos de apoio e de oposição permanecem contidos, e o futuro político da Venezuela continua incerto, com muitos possibilidades ainda em aberto. Pessoas que cruzam a fronteira para a Colômbia relatam cautela e a expectativa de que haja um retorno de condições estáveis no país.

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