- Pelo menos 60 pessoas foram presas na Nicarágua por supostamente celebrar a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
- Destas, 49 permanecem detidas sem informações sobre seu status legal; 9 foram libertadas e 3 estão temporariamente detidas.
- A ONG Blue and White Monitoring diz que as prisões ocorreram sem ordem judicial, baseadas apenas em expressões de opinião nas redes sociais e em celebrações privadas.
- Confidencial informa que as prisões ocorreram sob estado de alerta ordenado por Rosario Murillo, com vigilância em bairros e nas redes sociais.
- La Prensa afirma que as prisões tiveram como base posts a favor da operação dos EUA; Maduro foi capturado por forças americanas no sábado em Caracas e encaminhado para Nova York para julgamento.
Dois dias após a captura de Nicolás Maduro, autoridades na Nicarágua prenderam pelo menos 60 pessoas sob a acusação de celebrar ou apoiar a operação contra o presidente venezuelano. A informação foi divulgada por uma ONG de direitos humanos e por veículos locais.
Segundo a Blue and White Monitoring, a organização não governamental que monitora violações de direitos humanos no país, 49 detidos permanecem sem informações sobre seu status legal. Outras nove pessoas foram liberadas e três tiveram detenção temporária.
A ONG afirma que a ofensiva não partiu de ordem judicial, mas de expressões públicas de opinião, comemorações privadas e apoio à operação, ocorrendo em meio a um “estado de alerta” decretado pela vice-presidente Rosario Murillo após o ocorrido em Caracas. La Prensa e Confidencial reportaram que as prisões resultaram de publicações favoráveis à ação dos EUA.
Contexto regional
A captura de Maduro ocorreu no último sábado, com a atuação de forças norte-americanas em Caracas. O governo nicaraguense é aliado próximo de Maduro, e a mídia local relata que houve aumento de vigilância em bairros e nas redes sociais após o evento.
Segundo a imprensa, a operação venezuelana é tema de controvérsia internacional, com relatos conflitantes sobre prisões de prisioneiros e cooperação entre Caracas e Washington. Não há informações oficiais adicionais sobre andamento dos casos na Nicarágua.
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