- Mais de 50 refugiados congoleses que fugiam de combates no leste da República Democrática do Congo morreram no Burundi, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
- Ao todo, 53 óbitos foram registrados; 25 morreram por cólera, e seis por anemia e complicações ligadas à desnutrição, informou a ACNUR.
- A agência disse estar investigando as causas dos demais falecimentos com o ministério da saúde e parceiros.
- Mais de 100 mil congos buscaram refúgio no Burundi desde o início de dezembro, quando os combates perto da fronteira se intensificaram e rebeldes tomaram Uvira.
- O governo da província de Kivu do Sul afirmou estar liderando uma missão humanitária para ajudar deslocados, com fornecimento de alimentos, remédios e itens não alimentares.
Do total de 53 óbitos de refugiados congolês em Burundi, 25 ocorreram por cólera, segundo a agência da ONU para refugiados. A informação foi divulgada à Reuters na sexta-feira, após relatos de mais de 50 deslocados que fugiam de confrontos no leste da República Democrática do Congo. Os óbitos por cólera são parte de um quadro mais amplo de dificuldades sanitárias enfrentadas pelos refugiados.
Além das mortes por cólera, seis pessoas faleceram por anemia e por complicações relacionadas à desnutrição, conforme a UNHCR. A agência informou que investiga as demais causas de morte, em parceria com o ministério da saúde e outras entidades. Os números refletem a gravidade da crise migratória na região.
Mais de 100 mil congolenses buscaram refúgio em Burundi desde o agravamento dos confrontos na fronteira, que culminaram na tomada da cidade de Uvira por rebeldes no início de dezembro, segundo a UNHCR. O governador da província de South Kivu, onde fica Uvira, descreveu a situação em Burundi como de grande sofrimento.
Esforços-humanitários e coordenação regional
O ministério de Estado e Assuntos Sociais da RDC afirmou que lidera uma missão humanitária para apoiar os deslocados no Burundi, com fornecimento de alimentos, medicamentos e itens não alimentares. A UNHCR informou que trabalha com parceiros para ampliar assistência sanitária, alimentação e abrigo.
Autoridades em Burundi, por sua vez, não atenderam a chamadas ou mensagens para comentar o caso. A organização de proteção de refugiados local permanece envolvida na avaliação de necessidades e no acompanhamento das condições de vida dos deslocados.
Este é o segundo mês de crise na região, com autoridades nacionais e internacionais buscando informações detalhadas sobre as mortes e a raiz dos problemas de saúde pública entre os refugiados. As agências humanitárias reiteram a necessidade de resposta rápida e coordenada.
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