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ONU usa Tether para combater fraudes em criptomoedas e tráfico humano

Tether e o UNODC financiam educação em cibersegurança e proteção a vítimas na África e Papua-Nova Guiné

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
UN Taps Tether to Battle Crypto Scams and Human Trafficking
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  • Tether firmou parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para financiar educação em cibersegurança, proteção a vítimas e soluções em blockchain na África e em Papua‑Nova Guiné.
  • O acordo, anunciado na sexta-feira, vai apoiar programas de proteção a vítimas, iniciativas educacionais para jovens e soluções em blockchain para reduzir exploração e fortalecer a resiliência a crimes organizados.
  • Na África, a colaboração integra a visão estratégica para a região até 2030, com foco em educação de cibersegurança para jovens em Senegal e apoio a organizações da sociedade civil que atendem vítimas de tráfico em seis países, incluindo Nigéria, República Democrática do Congo, Malawi, Etiópia e Uganda; em Papua‑Nova Guiné, universidades promoverão inclusão financeira e prevenção a fraudes com competições estudantis.
  • A parceria sinaliza uma mudança de Tether, de atuação voltada principalmente à cooperação com autoridades para desenvolvimento ativo, com histórico de bloqueio de bilhões de dólares em contas e apoio a dezenas de autoridades desde 2023.
  • A iniciativa ocorre em meio a alertas já emitidos pela UN sobre uso de stablecoins por crimes, reforçando ações de segurança e prevenção no ecossistema cripto sem foco exclusivo em enforcement.

A Tether anunciou uma parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para financiar educação em cibersegurança, proteção a vítimas e soluções baseadas em blockchain em África e na Papua-Nicua, com foco na prevenção de golpes e exploração. A parceria foi divulgada na sexta-feira.

O acordo destina recursos a programas de proteção a vítimas, iniciativas de educação para jovens e soluções tecnológicas para reduzir a exploração criminosa e fortalecer a resiliência comunitária contra o crime organizado.

Segundo a Chainalysis, a África aparece como a terceira região de maior crescimento em uso de criptomoedas, com mais de 205 bilhões de dólares em volume de transações entre julho de 2024 e junho de 2025. Ao mesmo tempo, a região é alvo de golpes e tráfico.

Interpol, citado pela Tether, aponta fluxos ilícitos de crypto e moeda fiat na região que somam aproximadamente 260 milhões de dólares. A parceria visa enfrentar esse cenário ao integrar educação, proteção de vítimas e tecnologia.

Proteção de vítimas e educação de futuros inovadores

A parceria apoia a Visão Estratégica da UNODC para a África até 2030, com três iniciativas centrais em vários países.

Em Senegal, a Tether financiará um programa de educação cibernética em várias fases para jovens, com bootcamps da Plan B Foundation, projeto conjunto da Tether com a cidade de Lugano, seguido de mentoria e microcréditos para desenvolverem ideias.

Em seis nações africanas — Nigéria, RD Congo, Malawi, Etiópia e Uganda — a iniciativa financiará organizações da sociedade civil que oferecem assistência direta a vítimas de tráfico humano.

Na Papua-Nova Guiné, a Tether colaborará com universidades locais para promover inclusão financeira e prevenção a fraudes digitais por meio de competições estudantis voltadas a soluções em blockchain para prevenir crimes.

O CEO da Tether, Paolo Ardoino, indicou que a parceria une inovação e educação para criar oportunidades mais seguras para comunidades vulneráveis, citando a colaboração com a UNODC para fortalecer ecossistemas digitais seguros.

Sylvie Bertrand, representante regional da UNODC para África Ocidental e Central, descreveu o esforço como tripartite, reunindo ONU, setor privado e autoridades senegalesas para apoiar o Digital New Deal do país, com foco na prevenção do crime e em ecossistemas digitais seguros.

Do enforcement à atuação de desenvolvimento

A parceria marca uma mudança no relacionamento da Tether com agências da ONU, migrando de coordenação predominantemente de enforcement para atuação de desenvolvimento.

Entre 2023 e 2025, a Tether congelou 3,3 bilhões de dólares em 7.268 endereços de carteira, e colaborou com mais de 275 agências de aplicação da lei em 59 jurisdições, segundo a AMLBot.

O modelo anterior inclui bloqueio de ativos e substituição de tokens, com processamento de até 2,7 bilhões de dólares em fundos roubados. Em julho de 2024, foram bloqueados 130 milhões de dólares, com ligação ao grupo Huione, que operava trocas não licenciadas e serviços de fraude de identidade.

As autoridades já alertaram que grupos criminosos utilizam stablecoins, especialmente o USDT, em redes de baixo custo para financiar terrorismo, tráfico humano e fraudes, em várias regiões.

Relatórios de 2024 apontaram perdas entre 18 e 37 bilhões de dólares originadas de golpes na região da Ásia Oriental e Sudeste Asiático, com grande parte das operações em USDT.

Mesmo com o foco preventivo, a parceria se apoia na infraestrutura da Tether, que recentemente lançou a Rumble Wallet, investiu em Speed para pagamentos via Bitcoin e criou a Scudo, unidade de Tether Gold para ativos digitais lastreados em ouro.

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