- A corte superior de Hong Kong ouvirá na segunda-feira a defesa de mitigação de Jimmy Lai, antes da sentença no julgamento de segurança nacional.
- Lai, de 78 anos, foi considerado culpado de dois crimes relacionados a conspiração para coludir com forças estrangeiras e de publicar material sedicioso; ele nega as acusações.
- O veredito foi criticado por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outros; Lai é fundador do jornal Apple Daily, fechamento ocorreu após as acusações.
- A audiência de mitigação deve durar quatro dias, com a sentença a ser proferida em data futura; Lai está detido em regime de isolamento há mais de 1.800 dias.
Hong Kong enfrenta mais uma etapa do caso que envolve o magnata da mídia Jimmy Lai. A corte de maior instância ouvirá na segunda-feira a linha de defesa de Lai, 78 anos, antes da sentença no que é considerado um caso emblemático da segurança nacional. Lai nega todas as acusações.
A audiência deMitigação ocorreu após Lai ter sido considerado culpado, no mês passado, de dois crimes relacionados à conspiração para agir com forças estrangeiras e à publicação de material sedicioso. O veredito causou críticas de diversos governos ocidentais.
O processo envolve ainda oito réus adicionais, com cinco deles já tendo se declarado culpados. Alguns testemunharam em defesa da promotoria, como ex-diretores e ex-editores vinculados ao histórico jornal Apple Daily. A sentença ainda não tem data definida.
Contexto do caso
Lai é criticado pelo governo chinês e pela administração de Hong Kong pelo uso de influência midiática para desestabilizar autoridades. O julgamento ocorre no contexto de uma ampla ofensiva de segurança nacional que se estende há anos na região.
A defesa aponta que Lai já sofreu isolamento prolongado, com mais de 1.800 dias em cela, levantando questões sobre saúde. A família informou preocupações com o estado de saúde dele durante a detenção.
Reações internacionais
Diversos países e organizações internacionais manifestaram preocupação com o processo, pedindo avaliação humana e respeito às liberdades civis. Autoridades dos EUA e da União Europeia destacaram a importância de padrões jurídicos justos.
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