- Dois ex-ministros do Partido Trabalhista sugerem que o governo da Austrália reveja a aliança com os EUA, após a prisão de Nicolás Maduro e ações de Donald Trump na Venezuela e recente interesse em Groenlândia.
- Bob Carr aponta que os EUA são “fiercely unpredictable” e consideram um desafio colossal para a segurança australiana.
- Gareth Evans afirma que os EUA demonstram desrespeito ao direito internacional e aos interesses de aliados, defendendo a reavaliação do pacto Aukus.
- Evans diz que o Aukus precisa ser abandonado e que a defesa australiana deve ser construída em interesses próprios, não em função de um parceiro now unreliable.
- O governo australiano disse que está monitorando os desenvolvimentos, mantendo o compromisso com o direito internacional e com uma transição política pacífica.
O governo australiano é solicitado a revisar rapidamente a aliança com os Estados Unidos, segundo dois ex-ministros do Trabalho. Eles alertam sobre a intervenção militar de Trump na Venezuela e sobre novas ações que envolvem a Groenlândia, consideradas preocupantes para a segurança regional.
Bob Carr afirma que os Estados Unidos se tornaram aliados “muito pouco previsíveis” e que o país impõe um desafio colossal à Australia. Gareth Evans sustenta que o Aukus deve ser repensado diante de um revisitar das prioridades de defesa.
Para Evans, os Estados Unidos demonstraram desrespeito ao direito internacional e aos interesses de aliados. Ele defende abandonar o projeto do Aukus para que a defesa australiana seja construída de forma autônoma, conforme interesses do país.
Carr também criticou publicamente o rumo dos laços com a nação norte-americana, sugerindo que a aliança pode ter chegado ao seu limite. Evans reforçou que a situação impõe uma revisão urgente do pacto de cooperação estratégica.
Revisão do Aukus e trajetória de defesa
Os dois ex-ministros costumam criticar o Aukus, um acordo entre EUA, Reino Unido e Austrália para desenvolvimento de capacidade militar. Eles destacam que o custo elevado não garante suporte futuro em caso de necessidade australiana.
Até o momento, o governo de Albanese não criticou publicamente as ações de Washington ou seu tom em relação a Venezuela ou Groenlândia. O premiê disse que o Brasil acompanha os acontecimentos com atenção à legalidade internacional.
Entre 2012 e 2013, Carr foi ministro das Relações Exteriores. Evans ocupou o cargo de 1988 a 1996, ambos ressaltam que mudanças recentes exigem uma reflexão estratégica sobre a dependência de alianças militares.
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