- A Alemanha enfrenta denúncias de assédio sexual generalizado e extremismo de direita em uma unidade de paraquedistas de elite, justamente quando o Exército inicia um esforço para aumentar o número de recrutas.
- Reportagens do Der Spiegel e da Frankfurter Allgemeine Zeitung apontam casos de assédio sexual, uso de saudações nazistas e consumo de drogas, levando o comando a agir.
- O Exército confirmou as informações, que vieram à tona no ano passado após relatos de soldados femininas da 26ª Regimento de Paraquedistas à Comissão Parlamentar para as Forças Armadas.
- Em resposta, 55 suspeitos foram identificados, sendo 19 afastados, 16 casos encaminhados a autoridades e outras medidas disciplinares em andamento.
- O governo pretende ampliar as forças para entre 255 mil e 270 mil profissionais, com recrutamento voluntário, ofertas de salário e treinamento, além de reforçar estruturas de comando, prevenção e educação, para manter a ordem democrática interna.
A defesa alemã enfrenta novas denúncias de assédio sexual e extremismo de direita em uma unidade de elite de paraquedistas, coincidindo com o início de uma campanha de recrutamento que visa ampliar as Forças Armadas com milhares de novos soldados. As informações surgem após reportagens recentes de veículos alemães sobre o tema.
O Ministério da Defesa confirmou as denúncias, que teriam surgido no ano passado quando mulheres do 26º Regimento de Paraquedistas relataram episódios ao Comissário Parlamentar das Forças Armadas. A apuração envolveu várias linhas de investigação e identificou 55 suspeitos.
Desse total, 19 membros devem ser exonerados, 16 casos foram encaminhados aos ministérios públicos e houve outras medidas disciplinares. O pacote inclui melhorias de comando, prevenção, educação e fortalecimento de valores dentro das tropas.
Contexto de recrutamento
As investigações ocorrem num momento em que autoridades iniciam o registro de jovens de 18 anos como parte de medidas para ampliar o efetivo de 182 mil para até 270 mil integrantes, entre ativos e reservistas. O governo utiliza incentivos como remuneração mais alta e oferta de treinamento para atrair jovens.
A defesa afirma que espera que soldados e pessoal civil apoiem a ordem democrática e adotou medidas firmes quando tal apoio não é demonstrado. Um porta-voz destacou que o objetivo é proteger estruturas internas e manter um ambiente seguro na comunidade de valores.
Relatos da FAZ e da Der Spiegel apontam ainda que as jovens mostraram repulsa a comentários abusivos de natureza sexual e a uso de termos nazistas em alguns episódios. Ao longo dos anos, casos semelhantes já atingiram outras unidades, gerando debates sobre a necessidade de reformas.
As autoridades reforçam que o serviço militar não é obrigatório desde que as metas de recrutamento sejam atingidas, e que ações disciplinares ou legais podem ocorrer caso haja quebra de normas democráticas. O tema permanece sob avaliação contínua pela defesa alemã.
Entre na conversa da comunidade