- Mark Carney viaja a Beijing para a primeira recepção de um premiê canadense em quase uma década, buscando estabilizar a relação com a China.
- A visita ocorre em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos e à necessidade de diversificar exportações canadenses.
- Ottawa pretende manter canais abertos com a China, apesar de acusações de interferência eleitoral e tensões em áreas como Ártico, energia e agricultura.
- A China impôs tarifas sobre canola e derivados canadenses e tem mostrado disposição para punir setores estratégicos do Canadá.
- Analistas sugerem que o acordo pode levar a acordos rápidos de curto prazo, enquanto questionamentos sobre direitos humanos e questões políticas permanecem em pauta nos bastidores.
Canada envia o primeiro-ministro Mark Carney a Pequim, em meio a um rearranjo nas relações comerciais global, após tensões com os Estados Unidos. A visita ocorre em meio a um ciclo de tarifas e medidas restritivas que afetam exportações canadenses. O objetivo é buscar estabilidade e abrir espaço para acordos comerciais, mesmo com acusações de interferência eleitoral atribuídas a Beijing.
A viagem acontece num momento de desgaste nas alianças econômicas globais e com a China mantendo uma postura firme em relação a tarifas sobre produtos canadenses. Ottawa busca diversificar mercados e reduzir a dependência da China para exportações, especialmente em petróleo, carvão, madeira e agroindústria.
Carney participa de encontros com líderes chineses para discutir energia, agricultura, segurança internacional e comércio. A ofensiva diplomática destaca uma estratégia de transição de uma dependência ampla do mercado americano para uma relação mais equilibrada com a China, sem abandonar completamente o canal diplomático.
Contexto diplomático
Analistas ressalvam que a relação entre Ottawa e Beijing permanece tensa. Em anos anteriores houve detenções de cidadãos canadenses no país asiático e disputas comerciais, incluindo tarifas sobre veículos elétricos e canola. No Canadá, autoridades avaliam que ampliar a presença chinesa exige cuidado para não expor setores sensíveis a riscos.
Especialistas destacam que o objetivo de Carney é manter uma via de diálogo enquanto reforça interesses canadenses, especialmente em energia e recursos naturais. A estratégia envolve manter acordos comerciais, evitar retaliações adicionais e ampliar oportunidades de investimento estrangeiro, sem abrir mão de valores democráticos.
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