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Carney vai a Pequim enquanto Trump força Canadá a repensar comércio

Carney chega a Beijing para estabilizar relação com a China e ampliar exportações do Canadá, diante de tarifas americanas e da política de America First

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Mark Carney shakes hands with Xi Jinping in South Korea in October 2025. Carney has framed this week’s visit as an attempt to stabilise the two countries’ relationship.
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  • Mark Carney viaja a Beijing para a primeira recepção de um premiê canadense em quase uma década, buscando estabilizar a relação com a China.
  • A visita ocorre em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos e à necessidade de diversificar exportações canadenses.
  • Ottawa pretende manter canais abertos com a China, apesar de acusações de interferência eleitoral e tensões em áreas como Ártico, energia e agricultura.
  • A China impôs tarifas sobre canola e derivados canadenses e tem mostrado disposição para punir setores estratégicos do Canadá.
  • Analistas sugerem que o acordo pode levar a acordos rápidos de curto prazo, enquanto questionamentos sobre direitos humanos e questões políticas permanecem em pauta nos bastidores.

Canada envia o primeiro-ministro Mark Carney a Pequim, em meio a um rearranjo nas relações comerciais global, após tensões com os Estados Unidos. A visita ocorre em meio a um ciclo de tarifas e medidas restritivas que afetam exportações canadenses. O objetivo é buscar estabilidade e abrir espaço para acordos comerciais, mesmo com acusações de interferência eleitoral atribuídas a Beijing.

A viagem acontece num momento de desgaste nas alianças econômicas globais e com a China mantendo uma postura firme em relação a tarifas sobre produtos canadenses. Ottawa busca diversificar mercados e reduzir a dependência da China para exportações, especialmente em petróleo, carvão, madeira e agroindústria.

Carney participa de encontros com líderes chineses para discutir energia, agricultura, segurança internacional e comércio. A ofensiva diplomática destaca uma estratégia de transição de uma dependência ampla do mercado americano para uma relação mais equilibrada com a China, sem abandonar completamente o canal diplomático.

Contexto diplomático

Analistas ressalvam que a relação entre Ottawa e Beijing permanece tensa. Em anos anteriores houve detenções de cidadãos canadenses no país asiático e disputas comerciais, incluindo tarifas sobre veículos elétricos e canola. No Canadá, autoridades avaliam que ampliar a presença chinesa exige cuidado para não expor setores sensíveis a riscos.

Especialistas destacam que o objetivo de Carney é manter uma via de diálogo enquanto reforça interesses canadenses, especialmente em energia e recursos naturais. A estratégia envolve manter acordos comerciais, evitar retaliações adicionais e ampliar oportunidades de investimento estrangeiro, sem abrir mão de valores democráticos.

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