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Espanha abre investigação sobre denúncias de mulheres contra Julio Iglesias

Procuradoria da Espanha abre procedimento preliminar para investigar acusações de agressão sexual contra Julio Iglesias, com base em relatos de ex-funcionárias

Honorary degree recipient recording artist Julio Iglesias is recognized during Berklee College of Music's Commencement Concert in Boston, Massachusetts, United States May 8, 2015. REUTERS/Brian Snyder/File Photo
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  • O Ministério Público da Espanha abriu procedimentos preparatórios após uma queixa apresentada em cinco de janeiro, investigando alegações de abuso sexual e assédio contra o cantor Julio Iglesias, de oitenta e dois anos.
  • As acusações envolvem duas ex-funcionárias que teriam trabalhado em residências caribenhas do artista, na República Dominicana e nas Bahamas, durante dez meses em dois mil e vinte e um.
  • Não houve resposta imediata de representantes de Iglesias; a gravadora Sony também não comentou.
  • As informações foram divulgadas por meio de uma reportagem conjunta de Univision, nos Estados Unidos, e elDiario.es, com base numa investigação de três anos.
  • Reações políticas na Espanha incluem a ministra da Igualdade, Ana Redondo, afirmando respeitar a presunção de inocência, porém acreditando no testemunho das mulheres; o grupo Mas Madrid pediu que Iglesias perca honras na cidade de Madrid; a presidenta regional, Isabel Díaz Ayuso, criticou ataques ao prestígio de artistas.

O Ministério Público da Espanha abriu nesta terça-feira um inquérito preliminar para apurar denúncias de abuso sexual envolvendo o cantor Julio Iglesias. A investigação foi iniciada após uma queixa publicada em veículos espanhóis e norte-americanos. O inquérito tramita em Madri, sob segredo de justiça.

Segundo as informações divulgadas pela Univision e pelo elDiario.es, as supostas vítimas teriam trabalhado em residências caribenhas do artista, na República Dominicana e nas Bahamas, durante 10 meses em 2021. As denúncias apontam assédio sexual, pressão para encontros e abuso físico e verbal.

O Ministério Público informou que recebeu a queixa em 5 de janeiro. Detalhes do caso permanecem sob sigilo, sem divulgação de elementos adicionais no momento.

Julio Iglesias, 82 anos, não proferiu resposta via e-mails enviados pela Reuters. A gravadora Sony também não comentou o caso.

Reações políticas

Ana Redondo, ministra da Igualdade do governo liderado pelo PSOE, disse respeitar a presunção de inocência, mas afirmou acreditar no depoimento das mulheres. Ela elogiou as denunciantes pela coragem de se manifestar.

O grupo Mas Madrid sugeriu que o governo regional retire o título de “filho mais famoso da cidade” de Iglesias, prerrogativa simbólica de reconhecimento à época. Iglesias já apoiou candidatos de direita em campanhas anteriores.

Isabel Díaz Ayuso, presidente regional, respondeu publicamente pela rede social X, em tom veemente, afirmando que a comunidade não contribuirá para ataques à reputação de artistas, inclusive do cantor.

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