- A diocese de Rottenburg-Stuttgart lamentou a missa da véspera de Natal transmitida pela ARD, que mostrou um “Jesus de slime” na manjedoura.
- A cena apresentava uma atriz de performance feminina embrulhada em papel de arroz pegajoso, com o padre Thomas Steiger dizendo que o versículo mostrava Jesus como humano real, próximo e exposto.
- Milena Lorek, que criou a encenação, identificou a figura como Eleni Sismanidou e disse que a cena expressava um momento entre segurança e angústia.
- Reações negativas incluíram críticas de veículos de direita, como o Bild, e mais de 1.400 comentários à transmissão, com parlamentares do CDU também reagindo.
- A diocese afirmou ter reconhecido as críticas, pediu desculpas por ferir sentimentos religiosos e disse que futuras transmissões seriam mais coordenadas para evitar desvios no rito.
O diocese de Rottenburg-Stuttgart pediu desculpas após a transmissão de véspera de Natal pela ARD, que mostrou a cena de nascimento com Jesus coberto por papel de arroz pegajoso. A peça ocorreu na igreja de Santa Maria, em Stuttgart, durante a missa transmitida nacionalmente.
A apresentação teve como destaque o papel de uma artista performática que, em posição fetal, permanecia envolta no material, enquanto o padre Thomas Steiger fazia as declarações litúrgicas. O objeto da cenografia, segundo o próprio sacerdote, buscava revelar uma divindade que se aproxima do humano de forma direta, sem distância.
A encenação foi criada pela designer Milena Lorek e identificada como Eleni Sismanidou pela autora, com a intenção de expressar um momento de incerteza entre segurança e afeto. A produção foi exibida pela SWR, emissora associada à ARD, e contou com a participação de um apresentador litúrgico.
Repercussão e posicionamentos
Debates e críticas surgiram rapidamente, com veículos de direita questionando a fidelidade da celebração. Manchetes de jornais destacaram o trecho como uma ofensa à fé, enquanto espectadores divergiram sobre o conceito artístico adotado.
A SWR informou ter recebido milhares de comentários, muitos de visitantes que classificaram o episódio como desrespeitoso. Representantes do CDU, partido conservador, criticaram a liberdade artística associada ao financiamento público das mídias.
A diocese reiterou distanciamento do serviço de televisão e reconheceu que o formato televisivo levou a um desvio da liturgia tradicional. Em nota, destacou que a apresentação não teve a intenção de provocar nem desmerecer aspectos centrais da fé.
O diálogo sobre o conteúdo aponta para um ajuste na coordenação de futuras transmissões, com a igreja afirmando que haverá um processo de decisão mais cuidadoso para equilibrar a responsabilidade pastoral e a sensibilidade de formatos televisivos.
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