- Donald Trump disse, em entrevista à CBS Evening News, que o âncora Tony Dokoupil não teria o emprego se Kamala Harris tivesse vencido as eleições de 2024.
- A fala ocorre em meio a mudanças na CBS após a aquisição da Paramount Global pelo grupo controlado pela família Ellison, amiga do presidente.
- David Ellison, filho de Larry Ellison e CEO da Paramount Skydance, contratou Bari Weiss para reformular a CBS News, incluindo Dokoupil como âncora da Evening News.
- Dokoupil estreou à frente do programa em janeiro, duas dias depois de a CBS exibir uma cobertura sobre a incursão dos EUA na Venezuela; Trump tem sido alvo de escrutínio por entrevistas com membros de seu governo.
- Ao final da entrevista, Dokoupil contestou alguns comentários de Trump sobre emprego, e Trump rebateu, dizendo que, se tivesse perdido, o chefe dele poderia ter sido “quebrado” (bust).
Donald Trump afirmou em entrevista ao CBS Evening News que o apresentador Tony Dokoupil não teria mantido o posto se Kamala Harris tivesse vencido a eleição presidencial de 2024. Segundo o ex-presidente, a mudança no governo modificaria a composição da imprensa.
A discussão ocorre em meio a mudanças corporativas na CBS, controlada pela família Ellison após a fusão Paramount Global. David Ellison, chefe da CBS owner Paramount Skydance, tem adotado estratégias para redesenhar a programação, incluindo a indicação de novos editores.
Dokoupil, que assumiu a bancada principal de notícias, foi destacado pela nova gestão como parte de uma reformulação de formato. O jornalista havia entrado no ar dois dias antes do previsto, em meio a uma cobertura sobre a incursão dos EUA na Venezuela.
Trump também mencionou a relação com David Ellison, que busca ampliar o império midiático frente a negociações com outras grandes empresas do setor. O presidente afirmou que, se tivesse perdido a eleição, o chefe de Ellison poderia enfrentar dificuldades, em tom de crítica indireta.
A entrevista ocorreu em Dearborn, Michigan, em uma planta da Ford, local onde Dokoupil conduziu parte da conversa. O apresentador tentou moderar ao fim do programa, destacando a liberdade do público de formação de opinião.
Entre questões já debatidas anteriormente, a CBS enfrentou controvérsias sobre edição de entrevistas, como casos envolvendo entrevistas com Kamala Harris e com Trump. A repercussão desses episódios segue sob escrutínio público e regulatório.
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