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Uganda ordena que duas ONGs de direitos interrompam atividades antes da eleição

Uganda ordena que duas organizações de direitos humanos interrompam atividades dias antes da eleição, em meio a denúncias de repressão e detenções

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Uganda's President and the leader of ruling National Resistance Movement (NRM) party, Yoweri Museveni, addresses delegates at a ceremony for his nomination as presidential candidate at the Electoral Commission offices, in Kampala, Uganda September 23, 2025. REUTERS/Abubaker Lubowa
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  • O governo de Uganda ordenou que dois grupos de direitos humanos encerrem as atividades dias antes da eleição, marcada para quinta-feira.
  • As organizações Chapter Four Uganda e HRNJ-U (Rede de Direitos Humanos para Jornalistas de Uganda) foram notificadas a parar as operações de imediato.
  • A ONU afirmou que o pleito ocorre em meio a repressão e intimidação, com denúncias de detenções arbitrárias de apoiadores da oposição.
  • Relatórios anteriores indicam que policiais e militares teriam usado munição real para dispersar manifestações pacíficas e sequestrar apoiadores da oposição.
  • O atual presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, tenta ampliar seu governo de quatro décadas no país.

O governo de Uganda ordenou que duas organizações locais de defesa dos direitos humanos interrompam suas atividades dias antes das eleições de quinta-feira. A medida ocorre em meio a acusações de repressão e intimidação, segundo a ONU.

Os órgãos nascidos de monitoramento de direitos humanos, Chapter Four Uganda e HRNJ-U (Rede de Direitos Humanos para Jornalistas de Uganda), receberam notificações oficiais para cessar operações com efeito imediato. O governo afirmou que as atividade dessas organizações seriam prejudiciais à segurança do país.

A Organização das Nações Unidas para Direitos Humanos relatou, na sexta-feira, uso de munição real pela polícia e pelo exército para dispersar comícios pacíficos, além de detenções arbitrárias de apoiadores da oposição e de jornalistas. Fonte oficial não comentou o relatório.

Medidas administrativas e contexto

O departamento estatal de ONG informou a Chapter Four que recebeu informações de envolvimento em atividades prejudiciais à segurança e solicitou o encerramento das operações. O líder da HRNJ-U, Robert Ssempala, confirmou a recebimento da ordem.

Stephen Okello, chefe do órgão estatal, confirmou a emissão das cartas às organizações. No mês anterior, a casa de Sarah Bireete, crítica de direitos humanos, foi alvo de uma operação policial e ela permanece detida sob acusação de divulgação irregular de informações sobre eleitores.

O governo declarou que as ações de segurança são resposta a supostas irregularidades cometidas pela oposição. As autoridades não ofereceram comentários adicionais sobre o relatório da ONU ou sobre as demissões administrativas.

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