- Azerbeijão libertou quatro prisioneiros armênios capturados durante as guerras de 2020 e 2023, na passagem de Khakari Bridge; todos estavam com saúde satisfatória e seguiram para Yerevan.
- Os quatro cumpriam penas entre quinze e vinte anos por crimes como genocídio, espionagem e contrabando de armas.
- Três foram detidos após a guerra de quarenta e quatro dias de 2020; o quarto, Vagif Khachaturyan, foi preso em julho de 2023.
- O rompimento entre Armênia e Azerbaijão ocorre em meio ao histórico conflito sobre Nagorno-Karabakh, região que Baku retomou em 2023, levando grande parte da população ármenia a fugir.
- Em agosto do ano passado, Yerevan e Baku fecharam um acordo de paz mediado pelos EUA; no entanto, persistem entraves, incluindo a exigência de mudanças constitucionais na Armênia.
Azerbaijão liberou quatro prisioneiros armênios detidos em guerras anteriores, sinalizando o avanço de normalização entre os dois países. A notícia foi anunciada pela Armênia nesta quarta-feira.
Segundo informações, os quatro homens cumpriam penas entre 15 e 20 anos por crimes que incluem genocídio, espionagem e contrabando de armas. Três ficaram detidos após a guerra de 44 dias em 2020; o quarto foi preso em julho de 2023.
Os liberados viajaram para a capital Yerevan após receberem a autorização das autoridades azeris, com a libertação ocorrendo na Ponte Khakari. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan via Telegram.
Contexto de fundo
As duas nações estiveram em conflito quase quatro décadas pela região de Nagorno-Karabakh, que ficou sob controle de Baku em 2023. A reconquista de território levou ao deslocamento de cerca de 100 mil armênios étnicos.
Em agosto do ano passado, Yerevan e Baku chegaram a um acordo de paz mediado pelos EUA, ainda sem assinatura formal. O acordo depende de mudanças constitucionais pela Armênia, segundo fontes oficiais.
Outros desfechos judiciais
Paralelamente, a Armênia informou a libertação de dois cidadãos sírios, Yousef Alaabet al-Hajji e Muhrab Muhammad al-Shkhari, que cumpriam pena de prisão perpétua. O governo não detalhou os motivos.
Os sírios foram devolvidos à Síria por meio da Turquia, conforme divulgado pelo Ministério da Justiça da Armênia. O Ministério sírio não respondeu a pedidos de comentário.
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