- Diplomatas ocidentais evitam prever o fim do regime iraniano, lembrando o erro que levou à revolução de 1979.
- Especialistas acadêmicos dizem não haver indícios fortes de deserções em massa dentro do aparato governamental.
- Não há sinais de que o regime tenha שהfraturado; a liderança central — líder supremo, Guardas Revolucionários e Conselho Nacional de Segurança — permanece unida.
- O crescente uso da força contra protestos levou a centenas de mortes, elevando o custo social e econômico do governo.
- Economistas e analistas destacam que reformas econômicas podem gerar pressões internas relevantes, possivelmente provocando recalibrações políticas após a crise.
Diplomatas ocidentais permanecem cautelosos diante da possibilidade de colapso do regime iraniano, após décadas de tentativas de leitura de sinais de fissuras no aparato de poder. Analistas acadêmicos divergem das previsões de desintegração rápida, destacando que não há indícios fortes de deserções em massa dentro das estruturas do regime.
O histórico de previsões falhas, como a surpresa com a queda do shah em 1979, é citado para explicar a cautela atual. Em 1978, autoridades de inteligência ocidentais subestimaram a fragilidade do regime, o que alimenta um ceticismo estratégico entre diplomatas hoje diante de sinais desconexos de ruptura interna.
Ambiente político e liderança
Atualmente, a linha de comando iraniana envolve o líder supremo Ali Khamenei, o alto escalão do judiciário e o aparato militar, com o IRGC funcionando como argamassa de sustentação do regime. Ontem, o porta-voz do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, discursou em praça pública com tom de ameaça estratégica, apontando que ataques externos seriam considerados como alvos válidos, incluindo bases estadounidenses em outros países.
Em contraste, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, tem se dedicado a fortalecer relações com países da região, como Catar, Egito e Arábia Saudita. As tensões internas também se refletem nas divergências públicas entre reformistas e integrantes do aparato de segurança, ainda que o núcleo central não apresente dissidências abertas.
Protests e respostas do regime
Os protestos escalados atingiram diversas áreas do país, com relatos de repressão violenta e censura generalizada. Observadores apontam que, até o momento, não houve consenso entre especialistas sobre uma revolta que possa se tornar movimento nacional com adesão ampla. A análise de especialistas cita um eventual endurecimento institucional como resposta mais provável.
Segundo fontes próximas ao debate, o regime continua a sustentar que a resposta às manifestações é necessária para conter o que classificam como insurreição inspirada por influências externas. Em paralelo, setores econômicos e o judiciário promovem medidas de punição a integrantes da oposição para restabelecer o controle social.
Desfechos possíveis e impactos
Especialistas ressaltam que a situação econômica, a gestão de recursos e a atuação do IRGC seguem como fatores centrais para determinar o equilíbrio de poder nas próximas fases. Economistas e analistas de política externa destacam que reformas estruturais poderiam alterar o cenário, mas exigem convergência entre setores decisórios, algo que tem sido um desafio histórico.
A narrativa atual aponta para um impasse entre a necessidade de reformas e a resistência de resistências institucionais enraizadas. A continuidade do ciclo de violência, descrito por autoridades, indica que o desfecho dependerá de mudanças estratégicas na gestão interna, sem previsões claras sobre o momento de resolução.
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