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França proíbe 10 ativistas britânicos anti-imigração

França impõe proibição territorial a dez ativistas britânicos ligados ao Raise the Colours por ações anti-imigração em solo francês

People in a small boat off the coast of France. In a post on X about the banning of 10 British nationals, the French interior ministry said: ‘Violent and hate inciting tactics have no place in our territory.’ Photograph: Gareth Fuller/PA
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  • O ministério do interior da França informou o banimento territorial de 10 nacionais britânicos identificados como ativistas do movimento Raise the Colours, após relatos de atuação anti-migrante na França.
  • Os bans foram emitidos na terça-feira, conforme o ministério, que ressaltou que a lei de França não admite táticas violentas ou de incitação ao ódio no território.
  • Os nomes dos banidos e as ações que levaram à medida não foram divulgados.
  • O Raise the Colours classificou a decisão como “absolutamente vergonhosa” e afirmou que a organização prega atuação pacífica e dentro da lei.
  • O caso ocorre num contexto de aumento de chegadas de requerentes de asilo ao Reino Unido e de investigação francesa sobre incidentes envolvendo ativistas britânicos perto de Dunkirk.

A França anunciou a imposição de restrições a 10 ativistas britânicos identificados como parte do movimento Raise the Colours. Eles teriam viajado para território francês para realizar ações anti-imigrantes, segundo o Ministério do Interior.

Na terça-feira, o governo francês informou ter emitido banimentos territoriais contra esses 10 nacionais, apontados como integrantes do movimento e que teriam atuado em solo francês. As autoridades ressaltaram que o Estado de direito é inegociável e condenaram táticas violentas ou de incitação ao ódio.

Os nomes dos banidos não foram divulgados e as ações que levaram à medida não foram detalhadas. O anúncio ocorre em meio a um aumento no número de pedidos de asilo no Reino Unido, que gerou retórica anti-imigração entre setores da extrema direita.

Dados oficiais apontam que, em 2025, 41 mil pessoas cruzaram o Canal, segundo registros, marcando o segundo maior ano desde o início das travessias em 2018. Relatos indicam que membros do Raise the Colours viajaram ao norte da França e transmitiram conteúdos de assédio a requerentes de asilo.

O Raise the Colours informou, por meio de uma comunicação, que a decisão francesa é considerada inaceitável e que não houve notificação formal à organização. Afirmaram que as atividades devem ocorrer de forma pacífica e dentro da lei, destacando um processo de recrutamento e verificação para assegurar conduta adequada entre membros.

Autoridades francesas já haviam aberto investigação sobre um suposto ataque agravado ligado a uma região litorânea perto de Dunkirk, ocorrido em setembro. Quatro homens manipularam bandeiras britânicas e inglesas e teriam agredido verbalmente e fisicamente pessoas em Grand-Fort-Philippe, segundo relatos ainda não confirmados pela imprensa.

Um vídeo divulgado em novembro mostrou um homem na praia francesa apagando uma embarcação infantil enterrada na areia, com declarações de hostilidade a viajantes para o Reino Unido. Em outra gravação, ele aparecia na água, gritando que as pessoas não seriam bem-vindas na França.

Organizações de defesa de direitos, como Hope Not Hate, elogiaram a decisão francesa. A diretora de campanhas da entidade afirmou que o grupo Raise the Colours tem feito assédio a migrantes e a trabalhadores de organizações humanitárias no norte da França há meses, e destacou que a medida chega num momento de recrutamento para ampliar a atuação no exterior.

O Ministério do Interior francês não detalhou se houve outras medidas além do banimento. O Ministério do Interior reiterou que a lei brasileira é aplicada com firmeza para preservar a ordem pública. O assunto segue sob observação de autoridades nacionais e organizações de direitos humanos.

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